OS 40 PATRONOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

(CONTINUAÇÃO)

CADEIRA XXVI- LAURINDO RABELLO

Fundou a cadeira Guimarães Passos 

Nasceu Laurindo José da Silva Rabello no Rio de Janeiro em 8 de julho de 1826, um sábado, e faleceu em 28 de setembro de 1864, uma quarta feira. Doutor em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro, cirurgião do Corpo de Saúde do Exercito, professor de Gramática Portuguesa, Historia e Geografia da Escola Preparatória anexa á Escola Militar. Cursou o Seminário e recebeu ordens menores, mas foi obrigado a abandonar a carreira, indo estudar na Academia Militar e depois na de Medicina. Foi um dos mais notáveis poetas repentistas do Brasil. Escreveu "Tese de doutoramento", "Trovas", "Poesias", "Flores murchas", "Compendio de gramática portuguesa", etc. 

CADEIRA XXVII- MACIEL MONTEIRO

Fundou a cadeira Joaquim Nabuco

Nasceu Antonio Peregrino Maciel Monteiro, Segundo Barão de Itamaracá, em Pernambuco em 30 de abril de 1804, uma segunda feira, e faleceu em Lisboa em 5 de janeiro de 1868, um domingo.  Bacharelou-se em letras e doutorou-se em medicina na França, em 1829. Foi Ministro dos Estrangeiros, diretor da Faculdade de Olinda, diretor da Instrução Publica e Ministro do Brasil em Portugal, cargo em que a morte o colheu. Medico afamado, orador eloqüente e grande improvisador. Conselheiro do Imperador, grande dignitário da Ordem da Rosa, Oficial da do Cruzeiro e grã-cruz de varias ordens estrangeiras. Membro da Arcádia Romana.

 

CADEIRA XXVIII- MANUEL DE ALMEIDA

Fundou a cadeira Inglês de Souza 

Nasceu Manoel Antonio de Almeida no Rio de Janeiro, em 17 de novembro de 1830, uma quarta feira, e faleceu a 28 de novembro de 1861, uma quinta feira, no naufrágio do vapor "Hermes", perto de Macaé. Formou-se em Medicina em 1855. Oficial da Secretaria de Fazenda, administrador da Tipografia Nacional e diretor da opera nacional. Poeta, romancista e jornalista. Publicou: "Memórias de um sargento de milícias", romance notável de costumes do tempo colonial, "Dois Amores"(drama), etc.

CADEIRA XXIX- MARTINS PENNA 

Fundou a cadeira Artur Azevedo  

Nasceu Luiz Carlos Martins Penna no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1815, um domingo, e faleceu em Lisboa em 7 de dezembro de 1848, uma quinta feira. Moço fidalgo da Casa Imperial. Adido á delegação do Brasil em Londres. Estudou belas-artes e canto. Celebrisou-se com as suas peças teatrais em numero enorme. Podem ser citadas: "O juiz de paz da roça", "Os irmãos das almas", "Os três médicos", "O Cigano", "Os meirinhos", "Os ciúmes de um pedestre", "A barriga de meu Tio", "O usuário", "O jogo de prendas", "O segredo de Estado", etc.

CADEIRA  XXX- PARDAL MALLET

Fundou a cadeira Pedro Rabello 

Nasceu João Carlos de Medeiros Pardal Mallet em Bagé (Rio Grande do Sul) em 1864 e faleceu no Rio de Janeiro em 1894. Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife. Estreou no romance naturalista. Dedicou-se depois á imprensa. Preso em 1892, foi deportado para Tabatinga, no Amazonas. De regresso, nunca mais teve saúde. Publicou "O lar" e o "Hospede"(romances) e "Meu álbum" e o panfleto "Pelo divorcio".

 

CADEIRA XXXI- PEDRO LUIZ

Fundou a cadeira  Luiz Guimarães Junior 

Nasceu Pedro Luiz Pereira de Souza em Cabo-Frio (Estado do Rio) em 13 de dezembro de 1839, uma sexta feira, e faleceu em Bananal (São Paulo) em 16 de julho de 1884, uma quarta feira. Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. Do Conselho do Imperador; grande dignitário da Ordem da Rosa, grã-cruz da Legião de Honra da França e da Ordem da Estrela da Rumania. Governou a Província da Bahia. Escreveu: "As Escolas cosmopolita e nacional "(critica), "Os voluntários da morte"(poema épico), "Terribilis Dea", "A sombra de Tiradentes",etc.

 

CADEIRA  XXXII- PORTO ALEGRE

Fundou a cadeira  Carlos de Laet 

Nasceu Manoel de Araujo Porto Alegre, Barão de Santo Ângelo, em Rio Pardo (Rio Grande do Sul) em 29 de novembro de 1806, um sábado, e faleceu em Lisboa, como cônsul geral do Brasil, em 29 de dezembro de 1879, uma segunda feira. Professor de arquitetura da Escola Militar e de pintura da Academia de Belas Artes. Membro do Instituto Histórico da França, da Sociedade Politécnica de Paris, do Instituto Nacional de Washington, da Academia de Ciências e de Belas Artes de Lisboa, da Arcádia Romana. Foi aperfeiçoar estudos na França, em 1831, em companhia de seu mestre Debreet. De volta ao Brasil, fundou o Conservatório Dramático e a Academia de Opera Lírica. Escreveu: "Colombo" (poema), "O prestigio da lei"(drama), "Brasilianas"(poesias), "A noite de São João (opera lírica), etc.

 

CADEIRA XXXIII- RAUL POMPÉA

Fundou a cadeira Domício da Gama  

Nasceu Raul d'Avila Pompéa em Angra dos Reis (Estado do Rio) em 12 de abril de 1863, um domingo, e faleceu de 25 de dezembro de 1895, uma quarta feira. Bacharel pela Faculdade de Direito do Recife. Diretor de Estatística do "Diário Oficial"e da Biblioteca Nacional. Figura de relevo na campanha abolicionista, ao lado de Luiz Gama. Desenhista, orador e literato. Escreveu "Pandora", (Crônicas), "Agonia" (romance). "Ateneu", o seu livro mais popular, com ilustrações suas, etc.

 

CADEIRA XXXIV- SOUZA CALDAS

Fundou a cadeira João Manoel Pereira da Silva  

Nasceu Antonio Pereira de Souza Caldas no Rio de Janeiro, em 24 de novembro de 1762, uma quarta feira, e faleceu em 12 de março de 1814, um sábado. Estudou em Portugal desde a infância e bacharelou-se na Universidade de Coimbra. Durante o curso, devido a certos escritos seus, foi preso pelo Santo Oficio, escapando ao suplicio da fogueira e sendo mandado conviver com os catequistas Rilhafolhes, perante os quais revelou tanto amor ás letras que os próprios sacerdotes conseguiram a sua volta á Universidade. Formado, foi nomeado juiz de fóra na Bahia, más não exerceu o cargo, preferindo advogar. Morrendo seu pai, Souza Caldas seguiu para a Europa, sendo, em Roma, recebido pelo papa Pio VII. Na Cidade Santa, tomou o habito de Cristo e, depois de recusar uma abadia em Lisboa, recusou o bispado do Rio de Janeiro. Voltou ao Brasil e depois tornou a Portugal, de onde só regressou em 1808, com a família real. Grande orador e poeta lírico. Publicou "Obras poéticas", "O homem selvagem", "Cartas políticas e filosóficas", vários sermões, etc.

 

CADEIRA XXXV- TAVARES BASTOS

Fundou a cadeira Rodrigo Otávio  

Nasceu Aureliano Candido Tavares Bastos em Alagoas em 20 de abril de 1839, um sábado, e faleceu em Nice em 3 de dezembro de 1875, uma sexta feira. Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. Deputado provincial. Foi ao Rio da Prata em 1864, como secretario de uma missão especial. Membro honorário da Sociedade de Historia de NY. Enfermo, foi tratar-se na Europa, onde morreu. Publicou 'Cartas do solitário", "O vale do Amazonas", "A opinião e a coroa", "A Província", etc.

 

CADEIRA XXXVI- THEOPHILO DIAS

Fundou a cadeira Afonso Celso  

Nasceu Theophilo Dias de Mesquita em Caxias (Maranhão) em 8 de novembro de 1854, uma quarta feira, e faleceu em São Paulo, em 29 de março de 1889, uma sexta feira. Sobrinho de Gonçalves Dias. Bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo. Advogou e dedicou-se ao jornalismo. Publicou "Flores e amores", "Cantos tropicais", "Lira dos verdes anos", "Fanfarras"(poesias), "Critica do Liberalismo", etc.

 

CADEIRA XXXVII- THOMAZ ANTONIO GONZAGA

Fundou a cadeira Silva Ramos  

Nasceu Thomaz Antonio Gonzaga- filho de João Bernardo Gonzaga, magistrado brasileiro- na cidade do Porto (Portugal), em 1744 e faleceu em Moçambique (África) em 1807. Formou-se em leis pela Universidade de Coimbra, para onde seguira, após longa permanência no Brasil. Ouvidor em Vila Rica, hoje Ouro Preto. Apaixonou-se por Maria Joaquina Dorotheá de Seixas Brandão, que decantou sob o nome de Marilia, a celebre Marilia de Dirceu. Nomeado desembargador da Relação da Bahia em 1789, não assumiu o cargo, porque a 23 de maio foi preso, como implicado na Inconfidência Mineira, chefiada por Tiradentes. Mandado para o Rio, foi julgado e condenado, seguindo em 1792 para Pedras de Angoche, na África, exilado. O desterro perpetuo foi transformado em dez anos em Moçambique, onde se casou e morreu. Deixou "Marilia de Dirceu", "Epistolas", etc.

 

CADEIRA XXXVIII- TOBIAS BARRETO

Fundou a cadeira Graça Aranha  

Nasceu Tobias Barreto de Menezes em Campos do Rio Real (Sergipe) em 7 de junho de 1839, uma sexta feira, e faleceu no Recife em 26 de junho de 1889, uma quarta feira. Doutor em Direito pela Faculdade do Recife, onde foi catedrático. Professor de latim e filosofia. Polemista vigoroso, poeta, orador, musico, filosofo. Publicou "Dias e Noites" (poesias), "Estudos Alemães", "Menores e loucos em Direito Criminal", "Ensaios de filosofia e critica" , etc.

 

CADEIRA XXXIX- VARNHAGEN

Fundou a cadeira Oliveira Lima  

Nasceu Francisco Adolfo de Varnhagen, Visconde de Porto Seguro, em S.João de Ipanema (São Paulo) em 17 de fevereiro de 1816, um sábado, e faleceu em Viena em 29 de junho de 1878, também um sábado. Fez estudos em Portugal. Oficial do corpo de engenheiros, demitiu-se, para seguir a diplomacia. Serviu em Lisboa, Madrid, Paraguai, Venezuela, Colômbia, Equador, Chile, Peru e, como ministro plenipotenciário, em Viena. Comendador da Ordem da Rosa, cavalheiro de Cristo, grã-cruz da Ordem russa de S. Estanislau da austríaca da Coroa de Ferro, da espanhola de Isabel a Católica e da de Carlos III. Membro da Academia de Ciências de Lisboa. Historiador notável. Escreveu "O descobrimento do Brasil", "Épicos brasileiros", "História geral do Brasil", "Cartas de Cristóvão Colombo", Historia completa das lutas holandesas", "Vocabulário da língua guarani", "Etnografia indígena", etc.  

 

CADEIRA XL- VISCONDE DO RIO BRANCO

Fundou a cadeira Eduardo Prado 

Nasceu José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco, na Bahia em 16 de março de 1819, uma terça feira, e faleceu no Rio de Janeiro em 1 de novembro de 1880, uma segunda feira. Grande do Império, senador, professor das Escolas Politécnicas, de Belas Artes e Militar. Presidente da Província do Rio de Janeiro. Ministro da Marinha, Estrangeiros e Fazenda. Realizou a promulgação da lei do ventre livre. Foi Ministro na Argentina, Uruguai e Paraguai.