CALENDÁRIOS

ROMANOS  (continuação)

SISTEMAS DOS CONQUISTADORES ROMANOS-REFORMA GREGORIANA

 

3- A REFORMA DO CALENDÁRIO JULIANO AMADURECE

 "Se a religião desempenhou sempre um papel de importância na vida humana, tal influência foi muito mais sentida durante a Idade Média. O chefe da Igreja Católica, o Papa, de sua cátedra no Vaticano dirigia a vida espiritual e orientava a material de milhões de criaturas na Europa, Ásia e África. Muitas vêzes seu poder temporal foi bastante para derrubar príncipes e reis com o simples ato de desobrigar os súditos dêles dos juramentos de fidelidade- informe que é muito ilustrativo quando tratamos da necessária autoridade para reformar o calendário. Além disso, a Igreja dispunha de estudiosos que viviam encerrados com seus estudos, nos "scriptorium" das abadias e mosteiros.

A tôdas essas razões somava-se o próprio interêsse da liturgia, pois diàriamente se faziam sentir as conseqüências daquele atraso do calendário civil. Pelo fim da Idade Média, obtida a altura do Sol, os religiosos verificaram que suas cerimônias principais eram celebradas com 10 dias de atraso em relação à marcha solar. E para a vida civil, desde 144 que se sabia não haver já correspondência entre as indicações referentes a tôdas as atividades da agricultura, da pesca, etc. Ao Papa iam sendo encaminhados com crescente insistência pedidos para uma breve reforma, na qual eram interessados desde os monarcas até os comerciantes, marinheiros, agricultores e o próprio clero."

Texto extraído do excelente: Como o Homem domou o Tempo de Hernâni Donato, Edições Melhoramentos, página 122,abril, 1958- 

OBS:- Obra editada posteriormente- Coleção Prisma-Brasil- Edições Melhoramentos- Instituto Nacional do Livro- MEC- Editora Universidade de São Paulo com o título: HISTÓRIA DO CALENDÁRIO.   

3.1- CONCÍLIO DE CONSTANÇA

Em 1414, no Concílio de Constança, voltava-se à carga sobre a problemática do calendário; alguns projetos são apresentados mas constatou-se que os esforços foram ainda insuficientes para eventuais mudanças.

Fonte:

OS 21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA

Data: 05/11 de 1414 a 22/04 de 1418. Papas: situação de vários antipapas:

Decisões principais:

- resignação do Papa romano, Gregório XII (1405-1415)
- deposição do anti-Papa , João XXIII (1410-1415) em 29/05/1415
- deposição do anti-Papa avinhense, Benedito XIII (1394-1415) em 26/07/1417
- eleição de Martinho V em 11/11/1417
- extinção do Grande Cisma do Ocidente (1305-1378);
- condenação da doutrina de João Hus, João Wiclef e Jerônimo de Praga, precursores de Lutero.
- decreto relativo à periodicidade dos Concílios; - rejeição do conciliarismo (prevalência da autoridade dos concílios sobre o Papa).

Embora o nosso objetivo fundamental seja esmiuçar os assuntos relativos ao calendário propriamente dito, como curiosidade histórica, convido-os a lerem os comentários subseqüentes, extraídos de:

BRASIL- CALENDÁRIO HISTÓRICO

1414: Início do Concílio de Constança

No final de 1413, o rei alemão Sigismundo e o antipapa João XXIII convocaram as autoridades eclesiásticas para um grande concílio, a ser realizado em Constança, cidade pertencente ao Império alemão. Meio ano mais tarde, mais de 72 mil estrangeiros puseram-se a caminho, entre eles patriarcas, cardinais, arcebispos, bispos e príncipes religiosos. Todos eles acompanhados pelas comitivas próprias – somente com João XXIII viajavam 600 pessoas. Além destes, foram a Constança advogados, secretários, magistrados, padres e – segundo a lenda – três mil prostitutas.

Todos permaneceram na cidade durante os quatro anos de duração do concílio: um número exorbitante de pessoas, considerando-se a população de Constança, de apenas oito mil habitantes. O custo de vida subiu vertiginosamente na cidade, como cantava o trovador alemão Oswald von Wolkenstein: "Quando eu penso no lago de Constança, logo me dói o bolso."

Os participantes do concílio vinham de toda a Europa: Itália, Polônia, Inglaterra, França, Espanha, Tchecoslováquia, Hungria, Escócia, Irlanda, Armênia e muitos outros países. Embora os clérigos se comunicassem principalmente em latim, foram instalados doze confessionários na cidade, sobre os quais podia-se ler as línguas faladas pelo respectivo confessor.

O concílio, reunido no mosteiro da cidade e o único realizado no território da Alemanha de hoje, pretendia consolidar uma reforma da Igreja, encerrar o chamado cisma do Ocidente e encontrar uma solução para diversas questões religiosas. Por isso, foi também convidado Jan Hus, crítico reformista, professor e reitor da Universidade de Praga, que deveria participar do concílio, munido de um salvo-conduto assinado pelo rei Sigismundo.

Confiante na promessa de proteção, Hus viajou a Constança, onde foi preso apenas três semanas e meia após a sua chegada, sob a acusação de ter celebrado missas e feito pregações, ignorando a proibição da Igreja. Hus foi encarcerado e, no dia 6 de julho de 1415, condenado à morte por heresia. Sob os olhos do rei Sigismundo, os bispos presentes amaldiçoaram-no e arrancaram das vestes sacerdotais as insígnias da sua ordem. Em seguida, Hus foi levado por mil homens armados a um bairro nas cercanias de Constança, onde foi queimado vivo numa fogueira. O mesmo destino amargou, um ano depois, Jerônimo de Praga, que tinha ido para Constança, em 1415, para dar o seu apoio à doutrina de Hus.

As questões religiosas eram solucionadas, em princípio, de maneira rigorosa, mas a Igreja continuava a ter a "questão do Papa" para resolver. Em 1414, por ocasião do início do concílio, existiam três papas rivais: em Roma, Gregório XII; em Pisa, o antipapa João XXIII e, em Avignon, o antipapa Benedito XIII. João XXIII que, juntamente com o rei Sigismundo, tinha convocado o concílio, fugiu em março de 1415 para Schaffhausen, "fantasiado, montando um pequeno potro". O concílio esteve à beira do fracasso. O rei Sigismundo salvou a situação, no entanto, ao cavalgar pela cidade ao lado do duque Ludovico, como descreveu o cronista Ulrich von Richental: "Sigismundo foi aos cambistas, merceeiros e comerciantes, a todos os cardinais e senhores feudais, divulgando a notícia e pedindo para que ninguém abandonasse a cidade."

O antipapa João XXIII foi detido dois meses depois e destituído. Em julho de 1415, Gregório XII renunciou e, em julho de 1417, Benedito XIII foi destituído. Quatro meses mais tarde, foi eleito um novo Papa na grande praça de mercado do porto de Constança. A eleição devolveu ao cristianismo ocidental um pontíficie legítimo: Otto de Colonna, que adotou o nome Martinho V. A escolha foi aplaudida pela multidão: segundo a descrição de Richental, havia 80 mil pessoas presentes à eleição do Papa.

Além dos conventos, que puderam trocar informações durante o concílio, a economia de Constança também lucrou com a presença de tantos visitantes na cidade. Talvez por isso não tenha sido dada maior importância ao fato de que o rei Sigismundo tenha saído sem pagar grande parte das suas contas, depois de passar quatro anos alojado na cidade, comendo e bebendo, em companhia da rainha Bárbara e de toda a sua comitiva… (sv)

Autora: Sabine Ochaba

3.2- CONCÍLIOS  DE BASILÉIA/FERRARA/FLORENÇA (1437-1438-1439)

Fonte:

OS 21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA

Datas e locais:
em Basileia de 23/07/1431 a 07/05/1437
em Ferrara de 18/09/1437 a 1º/01/1438
em Florença de 16/07/1439 a ?
em Roma, a partir de 25/04/1442
Papa: Eugênio IV (1431-1447)

Decisões principais:
- reunião com os gregos em 06/07/1439
- com os armênios em 22/11/1439
- com os jacobistas em 04/02/1442
- questões doutrinárias sobre a SS. Trindade:
"O Espírito Santo tem sua essência e seu ser subsistente ao mesmo tempo do Pai e do Filho e procede eternamente de Ambos como de um só Princípio e por uma única expiração... E uma vez que tudo o que é do Pai, o Pai mesmo o deu ao seu Filho Único ao gerá-lo, excetuando o seu ser de Pai, esta própria processão do Espírito Santo a partir do Filho, ele a tem eternamente de Seu Pai que o gerou eternamente." (DS 1300-1301)
"Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra oposição de relação (DS 1330).
"Por causa dessa unidade o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho".
" O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio"(DS 1331).

3.3- PAPADO DE SISTO IV (FRANCESCO DELLA ROVERE, 1414-1484), papa de 1471/1484.

Decorridos quase trinta anos após o Concílio de Florença/Roma, entre 1471 e 1484, já com uma diferença de 9 dias, no papado de Sisto IV, intensifica-se o movimento reformista, constituindo-se uma equipe de notáveis, onde sobressaia a figura legendária de Johann Muller (Regiomontano), célebre astrônomo alemão, como seu titular; infelizmente, em julho de 1476, prematuramente com a idade de 40 anos,  falece Regiomontano, "esfriando"novamente o movimento reformista.

Johannes Regiomontanus: Calendar

3.4- CONCÍLIO DE LATRÃO V -1512/1517

Fonte:

OS 21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA

Data: 10/05/1512 a 16/03/1517
Papas: Julio II (1503-1513) e Leão X (1513-1521).

Decisões principais:
- contra o concílio sismático de Pisa (1511-1512)
- decretos de reforma da formação do clero, sobre a pregação, etc.
- condenou a Sanção de Bourges, declaração que favorecia a criação de uma Igreja Nacional da França.
- assinatura de uma Concordata que regulamentava as relações entre a Santa Sé e a França.
- condenação da tese segundo a qual a alma humana é mortal e uma só para toda a humanidade, de Pietro Pomponazzi.
- exigência do Imprimatur para os livros que versassem sobre a fé ou teologia.

Especificamente quanto a reforma do calendário juliano, também não tivemos avanços; consultado Copérnico, a quem se havia solicitado conselhos, declarou que não se conhecia a duração do ano solar( revolução trópica) e do mês sinódico (revolução sinódica da Lua), com precisão suficiente, para que se efetuasse uma reforma realmente satisfatória.

3.5- CONCÍLIO DE TRENTO (EM TRÊS PERÍODOS)

Um dos participantes foi o  bolonhês Ugo Boncompagni, que viria a ser, em 1572, o novo papa com o nome de Gregório XIII.

Nesse concílio, voltou-se a debater a necessidade urgente de uma reforma no sistema do calendário juliano. Em 1563, o Concílio determinou a Ugo Boncompagni a reforma do missal e do breviário.

Já como Papa, Gegorio XIII, convocou o sábio italiano, Luigi Lilio, para elaborar um projeto para reforma do calendário juliano; infelizmente, em 1576, falece Luigi, sendo o projeto apresentado ao Papa, pelo seu irmão, Antonio Lilio. 

Fonte:

OS 21 CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA

Data: 13/12/1545 a 04/12/1563 (em três períodos)
Papas: Paulo II (1534-1549) ; Júlio III (1550-1555) e Pio IV (1559-1565)

Decisões principais:
- contra a Reforma de Lutero;
- doutrina sobre a Escritura e a Tradição: reafirmação do Cânon das Sagradas Escrituras e declarou a Vulgata isenta de erros teológicos.
- doutrina do pecado original, justificação, os sacramentos e a missa, a veneração e invocação dos santos, Eucaristia, purgatório, indulgências, etc.
- decretos de reforma.
" Quando Deus toca o coração do homem pela iluminação do Espírito Santo, o homem não é insensível a tal inspiração que pode também rejeitar; e no entanto, ele não pode tampouco, sem a graça divina, chegar, pela vontade livre à justiça diante dele"(DS 1525).
"Tendo recebido de Cristo o poder de conferir indulgências, já nos tempos antiquíssimos usou a Igreja desse poder, que divinamente lhe fora doado..."(DS, 1935).
Na Sessão VI, cânon 30, afirmou:
"Se alguém disser que a todo pecador penitente, que recebeu a graça da justificação, é de tal modo perdoada a ofensa e desfeita e abolida a obrigação à pena eterna, que não lhe fica obrigação alguma de pena temporal a pagar, seja neste mundo ou no outro, purgatório, antes que lhe possam ser abertas as portas para o reino dos céus - seja excomungado."(DS 1580,1689,1693)
" A Igreja ensina e ordena que o uso das indulgências, particularmente salutar ao povo cristão e aprovado pela autoridade dos santos concílios, seja conservado na Igreja, e fere com o anátema aos que afirmam serem inúteis as indulgências e negam à Igreja o poder de as conceder"(Decreto sobre as Indulgências).
"Fiéis à doutrina das Sagradas Escrituras, às tradições apostólicas, ... e ao sentimento unânime dos padres, professamos que os sacramentos da nova lei foram todos instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo"(DS 1600-1601)
"No santíssimo sacramento da Eucaristia, estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente, o Corpo e o Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo"(DS 1651).

4- FINALMENTE A REFORMA DO CALENDÁRIO JULIANO

"O concílio de Trento, quando se dissolveu, em 1563, tendo discutido as bases duma nova reforma do calendário, recomendou êste assunto muito expressamente ao papa. Estava, porém, reservado ao bolonhês Ugo Baoncompagni que, em 1572, se sentou na cadeira de S. Pedro, com o nome de Gregório XIII, a glória de ter levado a cabo tão desejada reforma.

Êste pontífice, desde o primeiro momento da sua elevação ao seu alto cargo, aconselhado pelos mais esclarecidos astrônomos do seu tempo e especialmente pelo célebre astrônomo e médico de Verona Luis Lilio, e vendo que a reforma juliana fôra insuficiente, pois que, pela diferença entre o ano trópico e o ano civil, se dava agora 10 dias mais cedo o começo do ano civil e que o equinócio da Primavera se contava, em 577, a 11 de março em vez de 21, como tinha sido fixado pelo concílio de Niceia, para base da determinação da Páscoa, resolveu publicar um calendário disposto de maneira que, sem nada mudar de essencial no calendário juliano em vigor, não pudessem ser renovados os êrros já acumulados.

Esta reforma devia coordenar a duração do ano civil com a do astronômico, de tal forma que os dias da mesma denominação, correspondessem, têrmo médio, às mesmas temperaturas e que os trabalhos agrícolas pudessem ser sempre regulados pelas datas do ano civil."

Texto extraido do Almanaque de 1956- Ciência Popular

Decreto da reforma:

Inter Gravissimas

           Issued by Pope Gregory XIII, February 24, 1581/2

4.1- A ACEITAÇÃO DO SISTEMA GREGORIANO FOI UM OSSO DURO DE ROER

Por vários motivos, o calendário gregoriano não foi aceito por unanimidade.

Os historiadores, em geral,  insistem em afirmar que a não adoção prontamente do sistema Gregoriano, ou como ficou conhecido, Novo Estilo, em contrate com o Velho Estilo, do sistema Juliano, foi por motivos políticos e religiosos.

A bem da verdade, para alguns países não católicos, o Novo Estilo era extremamente "indigesto", mas em contrapartida, a contrariedade operacional de uma mudança, se mostrava, para muitos,  impraticável.

Imaginem os senhores, se atualmente, nos tirassem 10 dos nossos dias.

Os paladinos da justiça, sindicalistas, banqueiros, corretores de seguros, etc., simplesmente pediriam a cabeça do govêrno; esse por sua vez, eliminaria dos seus orçamentos já cambaleantes, a resultante desses dias sem impostos?

E, convenhamos, guardando-se as devidas proporções, foi mais ou menos isso que aconteceu. Em vários países, manifestações substanciais foram feitas, principalmente com o povo reclamando aos gritos:

DEVOLVAM-NOS NOSSOS  10 DIAS

Do ponto de vista sistêmico, para aqueles paises cujo Estilo do calendário era semelhante, até que a coisa não ficou muito complicada; todavia, para países como a Inglaterra e colônias (naquele tempo também os EE.UU), os procedimentos não foram muito fáceis, pois os seus calendários, seguiam o Estilo de iniciar o ano, invariavelmente, em 25 de março.

Esse mudança sistêmica, acarretou na supressão de nada menos do que 84 dias no ano de 1752, o que convenhamos, deve ter sido tarefa hercúlea para a sociedade como um todo.

Vamos a uma projeção da ocorrencia:

DEMONSTRAÇÃO DA PASSAGEM DO CALENDÁRIO JULIANO PARA O GREGORIANO (1752) NA INGLATERRA E COLÔNIAS (INCLUSIVE OS EE.UU)

A) PARÂMETROS BÁSICOS S/ O CALENDÁRIO NA INGLATERRA E COLÔNIAS, EM 1582

O ano iniciava em 25 de março

B) DIFERENÇA OU DEFASAGEM EM DIAS DO CALENDÁRIO JULIANO PARA O GREGORIANO

Por ocasião da reforma gregoriana, em 1582, a defasagem era de 10 dias;

Em 1752, quase 170 após a reforma, a defasagem já era de 11 dias.

C) COMO A INGLATERRA COBRAVA OS SEUS IMPOSTOS
Eram cobrados tradicionalmente de 6 de abril de um ano, até 5 do próximo
D) ESCOLHA DA OCASIÃO DE INTRODUZIR A REFORMA
Entre os anos de 1751 e 1752, voltado o ano a ter o seu início em primeiro de janeiro
E) DEMONSTRAÇÃO DE COMO A REFORMA FOI FEITA 
O ano de 1751 teve o seu início em 25 de março; encerrando-se porém, em 31 de dezembro (Terça). Esse procedimento fez de 1751 um ano de 282 dias, suprimindo-se 84 dias(31 dias que seria janeiro de 1751, 29 dias fevereiro e os 24 dias de março do que seria 1751);
O ano de 1752 teve o seu início em primeiro de janeiro (quarta), tendo a seqüência normal;
A supressão dos 11 dias ocorreu em setembro/1752, como segue abaixo:
Dia primeiro- terça- feira
Dia 2- quarta-feira
Dia 14 - quinta-feira
Nesse momento, igualou-se com o Estilo Gregoriano
Dia 15- sexta-feira
 assim por diante

 

PRINCIPAIS PAÍSES QUE ADERIRAM AO CALENDÁRIO GREGORIANO

(O calendário gregoriano foi editado em 24/02/1582 através de Bula Pontifícia; deu-se um tempo de 8 meses para adaptação ao novo estilo que aconteceria em 4/10/1582. O dia seguinte não seria 5, mas 15 de outubro de 1582)

Espanha, Portugal e Brasil:- o dia seguinte da quinta-feira, 4/10/1582, foi sexta-feira, 15 de outubro
França de Henrique III:- o dia seguinte ao 9 de dezembro foi 20 de dezembro
Países Baixos Católicos:- escolheu-se decretar que o dia seguinte de 14/02 fosse Natal
Estados Católicos da Suíça e da Alemanha:- aceitaram a reforma em 1584
Polônia e parte da Itália:- na data 5/10/1582
Inglaterra:- 1752
Japão:- 1783
Rússia:-1918
Turquia:- 1917
Dinamarca:- 1652
Estados Protestantes da Alemanha e da Holanda:- 1699
Suécia:- 1753 (Inclusive Finlândia)
China:- 1911
Bulgária:- 1915
Suíça:- adotou provisoriamente em 22/01/1584 e oficialmente em 1812
Alaska:- usava o calendário juliano quando pertencia à Rússia e o gregoriano, quando transformou-se em propriedade dos EEUU. Em 1867, 11 dias foram abolidos ao invés do usual 12, para o século 19. Tal procedimento, para equacionar o dia extra suprido pela linha de mudança de data internacional, da Rússia para os EEUU
Egito:- para efeitos civis, 1873
França:- 1/01/1806
Prússia:- 1775

RESSALVA

Historiadores,tabeliães, colecionadores, principalmente de moedas, selos, cartas, cartões postais, etc., devem conciliar os períodos envolvidos, sob pena de certificarem os seus documentos com imprecisão. 

Finalizando este item, dois países França e Rússia, tiveram em seus calendários mudanças substanciais e, nas páginas Calendários Revolucionários abriremos um amplo espaço para discuti-los.

5- PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DA REFORMA GREGORIANA

5.1- FUNDAMENTOS

5.1.1- COMO 1O DIAS FORAM ELIMINADOS

No calendário juliano, a cada quatro anos tínhamos o ano bissexto; ou seja, bastava a seqüência dos anos ser um múltiplo de quatro,  para ser considerado bissexto. Dessa forma, por pura aritmética, qualquer seqüência centenária, seria necessariamente divisível por quatro e, conseqüentemente, bissexto:

Exemplo: anos 600, 700, 800, 900, etc..

Essa composição de 3 anos, com 365 dias, e 1 ano com 366, perfazendo 1.461 dias, dava ao ano calendário, uma média de 365,25 dias.

Infelizmente, para os calendarístas, a revolução trópica do Sol, não atinge uma cifra exata; por exemplo, em 1995 tínhamos, em dias médios, um número que se aproxima de 365,242192957.

Em virtude dessa diferença (0,007807043) ou,  1 dia a cada 128,0895 anos, na época, as estações climáticas e o calendário, estavam defasados em 10 dias.

Para conciliar, o papa Gregorio XIII anulou 10 dias do calendário da época, decretando que o dia seguinte ao 4 de outubro, fosse o dia 15 (data oficial do início do novo sistema) de outubro de 1582, uma sexta feira; essa mutação, poderá ser melhor assimilada examinando o quadro a seguir:

JANEIRO FEV. MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOV. DEZ.
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3 3
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5 5
6 6 6 6 6 6 6 6 6 15 6 6
7 7 7 7 7 7 7 7 7 16 7 7
8 8 8 8 8 8 8 8 8 17 8 8
9 9 9 9 9 9 9 9 9 18 9 9
10 10 10 10 10 10 10 10 10 19 10 10
11 11 11 11 11 11 11 11 11 20 11 11
12 12 12 12 12 12 12 12 12 21 12 12
13 13 13 13 13 13 13 13 13 22 13 13
14 14 14 14 14 14 14 14 14 23 14 14
15 15 15 15 15 15 15 15 15 24 15 15
16 16 16 16 16 16 16 16 16 25 16 16
17 17 17 17 17 17 17 17 17 26 17 17
18 18 18 18 18 18 18 18 18 27 18 18
18 18 18 18 18 18 18 18 18 28 18 18
20 20 20 20 20 20 20 20 20 29 20 20
21 21 21 21 21 21 21 21 21 30 21 21
22 22 22 22 22 22 22 22 22 31 22 22
23 23 23 23 23 23 23 23 23   23 23
24 24 24 24 24 24 24 24 24   24 24
25 25 25 25 25 25 25 25 25   25 25
26 26 26 26 26 26 26 26 26   26 26
27 27 27 27 27 27 27 27 27   27 27
28 28 28 28 28 28 28 28 28   28 28
29   29 29 29 29 29 29 29   29 29
30   30 30 30 30 30 30 30   30 30
31   31   31   31 31       31
CALENDÁRIO JULIANO  
CALENDÁRIO GREGORIANO  

5.1.2- O QUE PERMANECEU EXATAMENTE IGUAL

Sob o ponto de vista estrutural, tanto o calendário juliano como o reformado gregoriano, fundamentam-se em 14 tipos de calendários, ou como queiram, fórmulas; sete (7) fórmulas para os anos com 365 dias considerados normais e sete (7) para os anos com 366 dias considerados bissextos.

Sem maiores esforços, conclui-se que na sua estrutura, a reforma gregoriana nada influiu; para consolidação dos enunciados, montamos dois (2) quadros sinóticos que abrangem de uma maneira visual, o que expusemos acima:

SETE FÓRMULAS PARA OS ANOS DE 365 DIAS CONSIDERADOS COMUNS

SETE FÓRMULAS PARA OS ANOS DE 366 DIAS CONSIDERADOS BISSEXTOS

5.1.3- O QUE REALMENTE MUDOU

Embora que a periodicidade da inclusão de um dia, no ano considerado bissexto, fosse mantida a cada quatro anos, excluiram-se os anos que fossem divisíveis por quatro (4) e não por quatrocentos (400). Em síntese, seriam bissextos os anos de 1600, 2000, 2400 ... não sendo os centenários 1700, 1800, 1900, 2100, 2200, 2300 e assim por diante.

Esse ardil matemático proporcionou:

Retirou-se 1 dia a cada 100 anos, adicionando-se 1 a cada 400

Transformando em fórmula, temos:

Ano Gregoriano = 365 dias + 0,25 - 0,01 + 0,0025
ou
365,2425 dias
Comparando com o ano trópico, ainda o calendário gregoriano suplanta-o em:

0,000307043 dias

Não seria de estranhar que alguns internautas pensassem:

"Bem! E dai? Uma pequena supressão de 1 dia em alguns centenários, afetaria tanto o sistema?

Afirmamos categoricamente que sim! Senão vejamos:

Utilizando-se dos 14 tipos de calendários, 7 para os anos comuns, 7 para os bissextos, o ciclo do calendário juliano compunha-se de 28 anos.

Em 28 anos, tínhamos um total de 10.227 dias, sendo 21 anos de 365 dias e 7 anos bissextos de 366 dias; no fim desse período, o ciclo harmonizava-se, cabendo para cada dia da semana, um total de 1.461 dias (10.227/7).

Em síntese, o ano de 1400, bissexto no conceito antigo, teve como dia primeiro de janeiro, uma quinta-feira e o dia 31 de dezembro, uma sexta; subseqüentemente, somente os anos 1428, 1456, 1484, 1512...tiveram o mesmo tipo.

Em cada interregno desses 28 anos, os tipos de calendários subseqüentes, mantém a mesma disposição seqüencial.

Uma evolução completa do ciclo de 28 anos, contendo os 14 tipos de calendários, mais alguns parâmetros importantes, estão demonstrados no quadro abaixo:

FRAÇÃO TC CICLO DO LETRA COMEÇO DO (A) (A) (A) (A) TOTAL
    CALEND. DOMINICAL ANO EM: 31 DIAS 30 DIAS 29 DIAS 28 DIAS NO ANO
0,714 9 1 GF SEG.BISSEX. 7 4 1   366
0,750 4 2 E QUARTA 7 4   1 365
0,785 5 3 D QUINTA 7 4   1 365
0,821 6 4 C SEXTA 7 4   1 365
0,857 14 5 BA SAB.BISSEX. 7 4 1   366
0,892 2 6 G SEGUNDA 7 4   1 365
0,928 3 7 F TERÇA 7 4   1 365
0,964 4 8 E QUARTA 7 4   1 365
0,000 12 9 DC QUI-BISSEX. 7 4 1   366
0,035 7 10 B SÁBADO 7 4   1 365
0,071 1 11 A DOMINGO 7 4   1 365
0,107 2 12 G SEGUNDA 7 4   1 365
0,142 10 13 FE TER-BISSEX. 7 4 1   366
0,178 5 14 D QUINTA 7 4   1 365
0,214 6 15 C SEXTA 7 4   1 365
0,250 7 16 B SÁBADO 7 4   1 365
0,285 8 17 AG DOM-BI. 7 4 1   366
0,321 3 18 F TERÇA 7 4   1 365
0,357 4 19 E QUARTA 7 4   1 365
0,392 5 20 D QUINTA 7 4   1 365
0,428 13 21 CB SEX.BISSEX. 7 4 1   366
0,464 1 22 A DOMINGO 7 4   1 365
0,500 2 23 G SEGUNDA 7 4   1 365
0,535 3 24 F TERÇA 7 4   1 365
0,571 11 25 ED QUI-BISSEX. 7 4 1   366
0,607 6 26 C SEXTA 7 4   1 365
0,642 7 27 B SÁBADO 7 4   1 365
0,678 1 28 A DOMINGO 7 4   1 365
          196 112 7 21 10227
          X X X X  
          31 30 29 28  
          = = = =  
          6076 3360 203 588 10227

A= DIAS NOS MESES 

EXPLICAÇÃO DETALHADA DO QUADRO ACIMA

Temos plena consciência que legislar em causa própria, como dizem, não é politicamente ou eticamente correto; porém abrimos uma exceção e pedimos permissão aos nossos Amigos para um comentário que, acreditamos sinceramente, será de muita valia para o perfeito entendimento da matéria que estamos tentando divulgar.

Após pesquisarmos exaustivamente em nossa mini biblioteca, em bibliotecas publicas e na grande rede da Internet, por ser um tema de muita amplitude cientifica, logicamente, centenas, talvez milhares de informações referentes a reformulação do calendário juliano foram encontradas; todavia, além de repetitivas e de exporem procedimentos muito genéricos, já conhecidos até em livros didáticos intermediários, não encontramos as informações realmente valiosas que iremos expor nas linhas subseqüentes.

Não seriamos tão levianos em afirmar que essa prática é proposital e como dizem no jargão popular Para esconder o jogo, todavia, é até certo ponto inexplicável como publicações mais abrangentes, principalmente ligadas aos estudos da astronomia, não foram ou não são mais profundas em suas análises.

Assumindo sempre o compromisso com a verdade, os bons costumes da ética e dos direitos autorais, divulgamos um trabalho, na realidade poderiamos classificá-lo como um manual, devido ao seu diminuto conteúdo tipográfico, porém imenso na sua informação, que além de confirmar pontos de vistas, muito nos ajudou na configuração global da sistemática que estamos divulgando:

Days, Months & Years- 

A perpetual calendar for the past, present and future

Magdalen Bear

TARQUIN PUBLICATIONS

Days, Months & Years

A perpetual calendar for the past, present and future
0 906212 71 5
Magdalen Bear
This year, next year, sometime, ever! Whatever the date, this book gives the calendar for that year. Looking back into the past, you can use it to find out on what day of the week any event took place, or on what day anyone was born. It deals with Leap Years and also the special changes of 1752. In that year, the day following Wednesday September 2nd was Thursday September 14th. Also for the first time the year began on January 1st. Apart from the yearly calendars, this book also tells the interesting story about how our calendar has evolved into its present form.
£2.95

Puxando a brasa para a nossa sardinha , talvez tal constatação ajudou-nos a entrarmos com o pedido da nossa patente, na categoria de Modelo de Utilidade, um processo de contribuição de melhoria, cuja maior característica foi dar um estatutos ao nosso calendário de permanente ou perpétuo(Capepa), possibilitando a pesquisa tanto no calendário juliano como gregoriano, dispondo apenas de uma matriz de cartolina, com um custo absolutamente reduzido, dimensionando ao cliente uma relação perfeita e eficaz do que os contabilistas e economistas chamam de custo-beneficio.

Por extensão, através dos direitos adquiridos, modelos como calendários de bolso, parede, mesa e também agendas manuais realmente permanentes, foram dimensionáveis.

Parodiando o dito popular O PREMIO PARA UM BOM TRABALHO É MAIS TRABALHO, com base nos achados, ampliamos os estudos e também pudemos requerer as patentes, na categoria de Modelo de Utilidade, para os calendários judaico(Cajupe) e islâmico permanentes(Calisper), com as mesmas características físicas do Capepa.

Essa amplitude na disposição de proporcionar calendários permanentes, manuais, dinâmicos e de custo relativamente baixo, proporcionou ao cidadão comum, manipular informações de datas, correlacionando os três calendários das mais importantes religiões monoteístas do planeta, a católica, a islâmica e a judaica.

Prestigie o que é nosso! Conheça o nosso inédito sistema de calendário permanente panorâmico (Capepa). Uma contribuição de melhoria tupiniquim.
Convidamos você para uma panorâmica sistemica sobre os procedimentos do atual calendário civil gregoriano. Uma tentativa, em perguntas e respostas objetivas, para completar os comentários já expostos em linhas anteriores.

CURIOSIDADES

Aspectos curiosos relativos aos procedimentos do calendário gregoriano, enfatizando em alguns casos, a sua fragilidade sistêmica.

O CICLO DO CALENDÁRIO OU CICLO SOLAR

Teoricamente, o ciclo do calendário projetado no quadro sinótico de 28 acima, não têm nenhuma conotação astronômica; é o ciclo do calendário juliano, numa época que já prevalecia os dias das semanas, tendo o Sol como mestre da primeira hora e, conseqüentemente, do primeiro dia da semana, ou seja, a semana astrológica ou planetária de 7 dias.

Co ciclo do calendário ou solar, embora sempre muito bem citado, como um período de 28 anos, no fim do qual os dias das semanas coincidem novamente nas mesmas datas, deixa uma grande incógnita, sobre a verdadeira finalidade e, efetivamente, quando foi introduzido.

Divulga-se que o primeiro ano do primeiro ciclo solar deu-se em 9 a.C, 745 da fundação de Roma; sabe-se também que em 8 a.C (como visto), o imperador Augusto ajustou a regra dos bissextos, eliminando 3 dias que defasavam o calendário, restaurando novamente a regra em 8 da nossa era, 761 da fundação de Roma.

Em 1074 da fundação de Roma, 321 da era comum, Constantino oficialmente introduziu a semana de 7 dias no calendário juliano, bem como transformou o Dia do Sol em Dia do Senhor; os fatos parecem refletir, por motivos óbvios, que manteve-se a nomenclatura Ciclo do Sol ao invés de um inapropriado Ciclo do Senhor.

Nunca é demais salientarmos que, a era de Cristo foi estabelecida somente em 1278 da fundação de Roma.

 Como aliás já afirmamos, pela absoluta falta de consistência nos registros, como norma de segurança, convém somente a partir do ano 321, trabalhar com a eventual correlação, dos 7 dias semanais existentes entre os calendários juliano e gregoriano.

Antes de prosseguirmos, uma observação importante; embora o calendário juliano, reformulado por Constantino, em 321, ter começado em primeiro de janeiro , um ano iniciado em um domingo, pelos critérios do quadro acima, corresponde ao 22 ano do ciclo do calendário ou solar (0,464), Letra Dominical A.

Prosseguindo a explanação, caso utilizássemos o CAJUPE, a localização de qualquer ano seria muito rápida, porém trabalhando com um método mais convencional, teríamos:

CALENDÁRIO JULIANO (EXEMPLOS)

Qual o ciclo solar e a letra dominical ou, o tipo de calendário, para o ano de 1422?

Em primeiro lugar, adicionar 9 ao ano:

1422 + 9 = 1431

Posteriormente, dividir o total por 28; o resto indicará qual a seqüência do ciclo do calendário:

1431/28 = 51, resto 3

O ciclo solar do ano 1422 é 3; conforme quadro acima, verificaremos que a Letra Dominical foi D, e o TC (tipo de calendário) foi o 5.

Quando a divisão for exata, o ciclo será o 28

Como alternativa, explorando os recursos adicionais do quadro acima, aplicando-se a coluna dos fatores, bastará dividir o ano juliano por 28 (sempre); a fração do resultado indicará o que procuramos.

1422/28 = 0,785

CALENDÁRIO GREGORIANO(UM ALERTA)

Quanto ao calendário em epígrafe, os procedimentos são bem diferentes, havendo a necessidade de ajustes. Embora utilize-se, por tradição, determinar o ciclo solar, este, como já vimos, na reforma gregoriana, perdeu a sua principal característica, que era a periodicidade ou ciclo dos 28 anos; na verdade, determinar-se o ciclo solar no calendário gregoriano é totalmente inócuo.

Vejamos o exemplo para o ano de 1997 (1997/9=2006 que dividido por 28= resto 18

Se recorrermos ao nosso quadro, verificaremos que para o ciclo do calendário número 18, a Letra Dominical é F, correspondendo a um tipo de calendário (tc) 3, fração 0,321, com inicio do ano em uma terça feira.

Essa constatação seria desastrosa, pois na realidade, a Letra Dominical para 1997 é E, tipo de calendário 4, ou, um primeiro de janeiro começando em uma quarta-feira.

O caminho das pedras, evidentemente, não seria exatamente pelo quadro acima, mas mediante um artifício:

Divide-se o ano pesquisado por 28, acrescentando + ou - as cifras do quadro abaixo:

De 1583/1699 Acrescentar 20  
De 1700/1799 Acrescentar 8 Exceção 1700 + 30
De 1800/1899 Acrescentar 24 Exceção 1800 + 19
De 1900/2099 Acrescentar 12 Exceção 1900 - 21

Voltando ao exemplo, para 1997 temos:

1997 + 12 = 2009 / 28 = ...,75

despreza-se os inteiros da divisão com aproximação de três casas.

Recorrendo-se ao quadro do ciclo do calendário mais acima, temos:

TIPO DE CALENDÁRIO (TC)= 4
Ano iniciando em uma quarta-feira,ciclo 2,

 Letra Dominical E

Vamos a mais um exemplo:

Qual foi o ciclo do calendário, a Letra Dominical e o tipo de calendário para o ano de 1900?

1900 - 21 = 1879 / 28 = ...,107
TIPO DE CALENDÁRIO (TC)= 2
Ano iniciando em uma segunda-feira, ciclo 12, Letra Dominical G

Vamos a mais um exemplo ratificador e final:

Qual foi o ciclo do calendário, a Letra Dominical e o tipo de calendário para o ano de 1933?

1933 + 12 = 1945 / 28 = ...,464
TIPO DE CALENDÁRIO (TC)= 1
Ano iniciando em um domingo, ciclo 22, Letra Dominical A

 

5.1.4- O CALENDÁRIO ECLESIÁSTICO

A reformulação do calendário eclesiástico, por ocasião da reforma gregoriana, fundamentou-se estruturalmente, na substituição do número áureo pela chamadas epactas, as quais foram justapostas, ao lado dos dias do calendário civil, substituindo os números áureos.

Define-se Epacta, quanto a cronologia, como sendo a defasagem existente entre o ano lunar e solar, ou entre o mês lunar e o calendário civil.

Praticamente tudo sobre os Cômputos EclesiásticosMais uma vez, de forma até insistente, recomendamos que os Amigos analisem todos os itens do nosso trabalho em Calendário Eclesiástico, particularmente na passagem dos Cômputos Antigos para os Modernos, passando pela explicação detalhada da Páscoa Católica

Como complemento, recomendamos uma visita ao:

Calculation of the
Ecclesiastical Calendar

Boas pesquisas!

Fraternalmente

O Editor

PDJ