CALENDÁRIOS

REFORMISTAS

 

1- PRELIMINARES

De há muito, a sociedade como um todo clama por mudanças estruturais nos calendários, com especial alvo para o milenar calendário gregoriano, um dos sistemas mais utilizados pelos mais variados povos.

Visando a objetividade, preparamos para esta página, um extrato sumarizado das mudanças que foram propostas, sem uma preocupação cronológica. Todavia, acreditamos ser uma boa amostragem para que os prezados Amigos conjeturem com os seus botões e, avaliem, o que poderíamos ter ganho ou perdido, caso alguma coisa já tivesse sido feita.

2- O CALENDÁRIO POSITIVISTA

2.1- FUNDAMENTOS

Augusto Comte, matemático e filósofo francês, em 1849, fundador da Religião da Humanidade (Positivismo), projetou para a mesma, um calendário específico, cujo objetivo fundamental era desenvolver:

O ESPÍRITO HISTÓRICO E O SENTIMENTO DE CONTINUIDADE

2.2- SISTEMA OPERACIONAL

As linhas mestras do calendário Positivista eram:

Ano com 13 meses de 28 dias cada, com um dia suplementar (365 dias); nos chamados anos bissextos, incluir-se-iam também, um dia adicional.

Nomeavam-se os meses e dias com as personalidades mais marcantes da história:

MÊS PERSONALIDADES
1 MOISES
2 HOMERO
3 ARISTÓTELES
4 ARQUIMEDES
5 CÉSAR
6 SÃO PAULO
7 CARLOS MAGNO
8 DANTE
9 GUTEMBERG
10 SHAKESPEARE
11 DESCARTES
12 FREDERICO II
13 BICHA

2.3- DEMONSTRAÇÃO DO CALENDÁRIO

Embora que o sistema de Comte, nesta oportunidade, não fosse planilhado, a sua estrutura básica poderá, se for o caso, ser apreciada no item subseqüente, projeção do chamado calendário fixo de 13 meses, baseado no calendário positivista.

3- CALENDÁRIO FIXO DE 13 MESES (BASEADO NO CALENDÁRIO POSITIVISTA)

3.1- FUNDAMENTOS

Por volta de 1923, a Liga das Nações dá início a uma série de análises, envolvendo 185 propostas de calendários, dos quais, somente dois foram classificados; o calendário fixo, que veremos neste item e, o calendário Universal, a ser analisado no item subseqüente.

3.2- SISTEMA OPERACIONAL

O ano compunha-se de 13 meses de 28 dias cada, contendo cada mês, 4 semanas; o 365 dia do ano caia no dia 29 de dezembro, porém fora da sequencia regular.

Nos chamados anos bissextos, o dia suplementar caia no dia 29 de junho, igualmente fora da sequencia regular.

O 13 mês adicional, chamado Sol, devia ser inserido entre os meses de junho e julho.

Em 1937, 14 nações da Liga, ao votarem as propostas, não deram nenhum voto ao calendário fixo.

Sufragaram por unanimidade, o Calendário Universal (próximo ítem)

3.2.1- DEMONSTRAÇÃO ESTILIZADA DO CALENDÁRIO

CALENDÁRIO FIXO DE 13 MESES
(BASEADO NO CALENDÁRIO POSITIVISTA)
  SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO
  A B C D E F G
1
1
8
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22
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4
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5
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6
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7
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3
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6
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4- CALENDÁRIO UNIVERSAL

4.1- FUNDAMENTOS

Registra-se que a idéia nasceu por volta de 1834, através de um sacerdote italiano, o abade Marco Mastrofini.

A idéia básica, até simplista, foi tirar o 365 dia, da seqüência natural, tratando-o como um dia especial sem o respectivo dia da semana.

Dessa forma, o calendário teria:

Um ano de 364 dias, que se dividiria igualmente em 52 semanas de 7 dias cada.

Sabe-se que o primeiro apoio substancial para esse calendário surgiu em 1910, através da Câmara Internacional do Comércio.

Essa organização convenceu o governo Suíço a estimular a convocação de uma conferência mundial, visando a reforma do calendário.

Em virtude da Primeira Guerra Mundial, esses planos caíram por terra.

A World Calendar Association, de New York, elaborou um projeto o qual, no principio, foi aprovado tanto pela ONU como pelo Vaticano.

Os procedimentos básicos do calendário Universal eram:

4.2- SISTEMA OPERACIONAL

12 meses em um ano, sendo 8 meses de 30 dias e 4 meses de 31 dias (364 dias); o ano, dividido em 4 trimestres, contendo cada um 91 dias.

Em todo o trimestre, o primeiro mês teria 31 dias e os outros dois 30 dias cada.

Todo o ano e todo o primeiro mês de cada trimestre, iniciar-se-ia em um domingo. Todos os segundos meses do trimestre em uma quarta-feira e o último mês de cada trimestre, em uma sexta-feira.

Os meses teriam em média 26 dias úteis, excluindo-se os feriados que poderiam variar de país para país. 

As datas de cada mês cairiam sempre no mesmo dia da semana.

O calendário Universal teria dois dias suplementares a saber:

Primeiro:- Ano Normal

Um dia complementar (365 dias) em cada ano civil, logo após o dia 30 de dezembro. Este seria na realidade um dia feriado, um extra-sábado, não computado nos dias da semana e poderia levar um nome como "Dia Mundial";

Segundo:- Nos chamados anos bissextos

Nesses anos, teríamos um dia complementar (366 dias), ou, um outro extra-sábado, também sem fazer parte dos dias da semana, logo após o dia 30 de junho (outro feriado Universal).

Todavia, independente do esforço para uma reformulação do calendário gregoriano, a sugestão não saiu do papel.

4.3- DEMONSTRAÇÃO DO CALENDÁRIO UNIVERSAL

5- OUTRAS TENTATIVAS (INFRUTÍFERAS) DE REFORMULAÇÕES

Após 1937, outro passo relevante foi dado em 1949, quando o Panamá, tentou, em vão, incluir na agenda das Nações Unidas, a pauta para a reformulação do calendário. Nenhuma das consideradas grandes potências apoiou esse intento.

Alguns anos após, em 1953, a Índia propõe às Nações Unidas, adoção do Calendário Universal, com o apoio da França, Egito e o Uruguai. 

Estados Unidos e Grã-Bretanha foram derrotados, em votação, por 12 a 2.

Posteriormente Rússia e Igreja Católica, manifestaram-se favoráveis a uma mudança.

Infelizmente, os fatos parecem refletir uma nova e longa estagnação.

 


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