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Raridades Históricas |
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FEB 1 -
Trecho do Hino Nacional cantado pelos soldados brasileiros da FEB, sob
pesado bombardeio, transmitido do interior da Catedral de Pisa, na Itália,
em 29 de outubro de 1944 pelo correspondente de guerra da BBC, Francis
Hallawell.
registro sonoro do livro "Histórias que o Rádio não
Contou",
de Reynaldo C. Tavares, Negócio Editora).
Esse material foi uma gentileza de http://jplopes.tripod.com obtido no setor de download; além das surpresas que o Amigo terá ao visitar o site, poderá obter arquivos raríssimos. Vale a pena o acesso.
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FEB 2 - Discurso do Presidente Getúlio Vargas na chegada dos Pracinhas da FEB ao Brasil- 18 de julho de 1945 |
1- BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA (SINOPSE)
1.1- INTRODUÇÃO
Da época de seu descobrimento até o dia de hoje, o Brasil teve nove bandeiras:
| 1) de 1500 a 1580- Bandeira do Brasil colônia portuguesa |
| 2) de 1580 a 1645- Bandeira do Brasil colônia espanhola |
| 3) de 1645 a 1808- Bandeira do Brasil colônia, principado de Portugal |
| 4) de 1808 a 1816- Bandeira do Brasil sede do Reino Português |
| 5) de 1816 a 1821- Bandeira do Brasil Reino Unido de Portugal e Algarves |
| 6) de 1821 a 1822- Bandeira do Brasil Reino Unido Constitucional, proclamado em 1821, com assentimento de D. João VI |
| 7) de 1822 a 15/11/1889- Bandeira do Brasil Império |
| 8) de 15/11/1889 a 19/11/1889- Bandeira provisória da República Brasileira, inspirada na Bandeira Norte-Americana |
| 9) 19/11/1889- Bandeira Brasileira atual |
Como sabemos, a Proclamação da República deu-se em 15/11/1889 e, já no dia 19, tínhamos um decreto, oficializando a nossa bandeira. O projeto vencedor foi o de autoria de Raimundo Teixeira Mendes, assessorado tecnicamente pelo astrônomo Manuel Pereira Reis e, artisticamente, pelo pintor Décio Vilares.
Em 24/11/1889, mediante o Diário Oficial, o autor fez a exposição de motivos, alegando, entre outras coisas, que a posição relativa das estrelas, na bandeira, obedecia ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15/11/1889 (12 horas siderais), no qual, a Constelação do Cruzeiro do Sul, se apresentava verticalmente, em relação ao horizonte da cidade do Rio de Janeiro.
Na época, com referência a posição das estrelas, críticas foram feitas ao projeto vencedor.
Raimundo Teixeira Mendes alegou, em sua defesa, que o projeto tinha sido elaborado e desenhado, contrariando o parecer do astrônomo, derivando mais para uma disposição estética que sideral.
Para os internautas que gostam da pesquisa ou mesmo para trabalhos didáticos, recomendo uma visita ao Site http://www.militar.com.br/ , um pouco lento na abertura em virtude das fotos, porém compensa pelo conteúdo, inclusive estampas de várias bandeiras anteriores à República e, principalmente, uma verdadeira aula de como devemos proceder com os nossos Símbolos Nacionais.
1.2- CARACTERÍSTICAS ESTÉTICAS DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA
A Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.
Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".
No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.
(Em 1889 a divisão política, sem o Distrito Federal, era como segue:)
1.3- DIVISÃO POLÍTICA DO BRASIL EM 1889 (Acompanha, da esquerda para à direita, o posicionamento das estrelas, na Bandeira da República)
| PROVÍNCIAS(Hoje Estados) | CAPITAIS |
| Amazonas | Manaus |
| Pará | Belém |
| Maranhão | São Luís |
| Piauí | Teresina |
| Ceará | Fortaleza |
| Rio Grande do Norte | Natal |
| Paraíba do Norte
(Hoje Paraíba) |
Paraíba(Hoje João Pessoa) |
| Pernambuco | Recife |
| Alagoas | Maceió |
| Sergipe | Aracaju |
| Bahia | São Salvador |
| Espirito Santo | Vitória |
| Minas Gerais | Ouro Preto(Hoje Belo Horizonte) |
| Rio de Janeiro | Niteroi(Hoje Rio de Janeiro) |
| São Paulo | São Paulo |
| Paraná | Curitiba |
| Santa Catarina | Nossa Senhora do Desterro (Atual Florianópolis) |
| Rio Grande do Sul | Porto Alegre |
| Goiás | Goiás(Hoje Goiânia) |
| Mato Grosso | Cuiabá |
| Município da Corte (A) |
(A) Com a lei do Ato Adicional, de 12 de agosto de 1834, foi criado o Município Neutro, como sede da Corte do Império do Brasil, desmembrado da Província do Rio de Janeiro, que passou a ter como capital administrativa a antiga Vila Real da Praia Grande, elevada a cidade com o nome de Niterói.

1.4- DISTRITO FEDERAL
Denominação dada onde está localizada a capital do Brasil, conforme a Constituição, que assim dispõe no ce Capítulo 1, Artigo 2 :
"O Distrito Federal é a capital da União."
O Distrito Federal, até 21 de abril de 1960, localizou-se na cidade do Rio de Janeiro, depois elevado a Estado da Guanabara(Decreto Lei 48.124 de 16/04/1960); o dispositivo legal da mudança foi o Artigo 4, parágrafo 4, do Ato das Disposições Transitórias da Constituição de 1946( quinta Constituição, promulgada após a queda do Presidente Getulio Vargas).
A Bandeira Brasileira é constituída por um retângulo verde, simbolizando a pujança de nossas matas; sobre esse retângulo temos um losango amarelo, representando as riquezas minerais do nosso solo.
Bem ao centro, temos um circulo azul, cortado por uma faixa branca, com uma ligeira inclinação, contendo o dístico "Ordem e Progresso".
Pelo que se constata, é a única Bandeira Nacional que contém um dístico.
No círculo, estão desenhadas estrelas brancas, representando os Estados e o Distrito Federal.
1.5- INCORPORAÇÕES DE NOVOS ESTADOS EM COMPARAÇÃO COM O PARÁGRAFO 1.3
| ESTADO | CAPITAL | DATA DO EVENTO |
| ACRE | RIO BRANCO | 15/06/1962 |
| AMAPÁ | MACAPÁ | 05/10/1988 |
| MATO GROSSO | CUIABÁ | 1977 |
| MATO GROSSO DO SUL | CAMPO GRANDE | 01/01/1979 |
| RONDÔNIA | PORTO VELHO | 1981 |
| RORAIMA | BOA VISTA | 1988 |
| TOCANTINS | PALMAS | 1988 |
1.6- CONSTRUÇÃO MODULAR DA BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA (ATUAL)
Guardando-se as devidas proporções, o modulo oficial da nossa bandeira esta representado na figura abaixo:
27 ESTRELAS (27 ESTADOS)

NOME DAS ESTRELAS DO CRUZEIRO DO SUL
Alfa= Estrela de Magalhães ou Acruz
Beta= Mimosa
Gama= Rubineia
Delta= Pálida
Epsilon= Intrometida (Crucis)
SIGMA DO OITANTE
Atualmente, essa estrela gira em um circulo de apenas 1 grau de raio, ou, ela nunca se afasta mais de 1 grau do Polo Sul Celeste.
Dessa forma, sua altura nunca ultrapassa 1 grau, para mais ou menos, do que a nossa Latitude, o que a torna preciosa na medição de distancias, sendo a circunferência da Terra aproximadamente 40.074 quilometros, o método fornecerá a distancia do observador ao Equador, com um erro não superior a aproximadamente 111 quilometros, para mais ou menos (40.074 dividido por 360 graus).
Necessitando-se de maior precisão, poderemos tirar a média aritmética de duas aferições feitas a mesma hora, distanciada de seis meses, pois que, nessa ocasião, ela ocupará um local diametralmente oposto.
1.6.1- CORRESPONDÊNCIA DOS ESTADOS BRASILEIROS E O DISTRITO FEDERAL COM AS ESTRELAS
| ESTADO | ESTRELA | ESTADO | ESTRELA |
| ACRE | Gama da Hidra Fêmea | RIO DE JANEIRO | Beta do Cruzeiro do Sul |
| AMAPÁ | Beta do Cão Maior | SÃO PAULO | Alfa do Cruzeiro do Sul |
| AMAZONAS | Procyon (Alfa do Cão Menor) | PARANÁ | Gama do Triângulo Austral |
| PARÁ | Spica (Alfa de Virgem) | SANTA CATARINA | Beta do Triângulo Austral |
| MARANHÃO | Beta do Escorpião | RIO GRANDE DO SUL | Alfa do Triângulo Austral |
| PIAUÍ | Antares (Alfa do Escorpião) | MINAS GERAIS | Delta do Cruzeiro do Sul |
| CEARÁ | Epsilon do Escorpião | GOIÁS | Canopus (Alfa de Argus) |
| RIO GRANDE DO NORTE | Lambda do Escorpião | MATO GROSSO | Sirius (Alfa do Cão Maior) |
| PARAÍBA | Capa do Escorpião | MATO GROSSO DO SUL | Alphard (Alfa da Hidra Fêmea) |
| PERNAMBUCO | Mu do Escorpião | RONDÔNIA | Gama do Cão Maior |
| ALAGOAS | Teta do Escorpião | RORAIMA | Delta do Cão Maior |
| SERGIPE | Iota do Escorpião | TOCANTINS | Epsilon do Cão Maior |
| BAHIA | Gama do Cruzeiro do Sul | BRASILIA (DF) | Sigma do Oitante |
| ESPÍRITO SANTO | Epsilon do Cruzeiro do Sul |
Atenção:- Mesmo entre doutos, confunde-se o estado do Pará, representado pela estrela Spica (Alfa de Virgem), pelo Distrito Federal, representado pela estrela Sigma do Oitante.
1.7- A CONTRIBUIÇÃO POÉTICA À NOSSA BANDEIRA
1.7.1- HINO A BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA
1.7.2- ORAÇÃO À BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA
1.8- ASPECTOS LEGAIS REFERENTES À BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA
1.8.1- O DECRETO REPUBLICANO
O projeto de Teixeira Mendes provocou desacordos:
Benjamim Constant e Rui Barbosa apoiaram-no, já Quintino Bocaiúva era contrário a sua aprovação. Contudo, mesmo com as discordâncias, o projeto foi aprovado em 19 de novembro, através do Decreto N.º4:
"O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil: Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria; Considerando, pois, que essas cores, independentemente da forma de governo, simbolizam a perpetuidade e integridade da Pátria entre as outras nações; Decreta:
Art. 1º - A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais, verde e amarelo, do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita, com a legenda, Ordem e Progresso, e pontuada por vinte e uma estrelas, entre as quais as da constelação do CRUZEIRO, dispostas na sua situação astronômica, quanto a distância e ao tamanho relativos, representando os vinte Estados da República e o Município Neutro, tudo segundo o modelo debuxado no Anexo n.º 1.
Art. 2º - As armas nacionais serão as que se figuram na estampa anexa, n.º 2.
Art. 3º - Para os selos e sinetes da República, servirá de símbolo a esfera celeste, qual se debuxa no centro da bandeira, tendo em volta as palavras - República dos Estados Unidos do Brasil.
Art. 4º - Ficam revogadas as disposições em contrário. Sala das sessões do Governo Provisório, 19 de novembro de 1889, 1º da República."
Esse decreto foi redigido por Rui Barbosa e foi assinado por:
Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do Governo Provisório, Quintino Bocaiúva, Aristides da Silveira Lobo, Rui Barbosa, M. Ferraz de Campos Sales, Benjamin Constant Botelho de Magalhães e Eduardo Wandenkolk
No dia 24/11/1889, o autor, Raimundo Teixeira Mendes,publica no Diário Oficial, a exposição de motivos do projeto, cujo documento recebeu o nome de "Apreciação Filosófica"; pincelamos os principais trechos:
"...o símbolo nacional devia manter do antigo tudo o que pudesse ser conservado, de modo a despertarem nossa alma o mais ardente culto pela memória de nossos avós."
"...tendo no meio a esfera celeste azul..."
"...lembra naturalmente a fase do Brasil-Colônia nas cores azul e branca que matizam a esfera, ao mesmo tempo que esta recorda o período do Brasil-Reino, por trazer à memória a esfera armilar."
"... atravessada por uma zona branca, em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita..."
A legenda era mais extensa do que "ORDEM E PROGRESSO"
"o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim"
"A nova divisa significa que essa revolução não aboliu simplesmente a monarquia, que ela aspira a fundar uma pátria de verdadeiros irmãos, dando à Ordem e ao Progresso todas as garantias que a história nos demonstra serem necessárias a sua permanente harmonia."
"Era preciso figurar um céu idealizado, isto é, compor uma imagem que em nossa mente evocasse o aspecto do nosso céu..."
Quanto ao posicionamento das estrelas, muitas criticas foram feitas; alegava-se lapso do desenhista, pois as estrelas pareciam refletir uma posição sideral, como se fôssem vistas através de um espelho.
Posteriormente, para dirimir um pouco essa visão crítica, foi incluido no texto legal, o seguinte:
"As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na Cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (12 horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste."
1.8.2- LEGISLAÇÃO ATUAL
lei número 8.421, de 11 de maio de 1992 (Altera a Lei número 5.700, de primeiro de setembro de 1971, que "DISPÕE SOBRE A FORMA E A APRESENTAÇÃO DOS SIMBOLOS NACIONAIS".
1.9- A BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA SOB O PONTO DE VISTA SIDERAL
Eis ai uma questão bem polêmica; tanto no passado como atualmente.
É evidente que houve um erro de posicionamento; querer justificar a liberdade artistica do pintor é apenas mais uma forma de embuste, com certeza a primeira fraude da República.
A colocação no texto legal " ...devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste " , é, sob todos os pontos de vista, lamentável.
Pergunto: Teriamos que simular a posição de um astronauta, e de cabeça para baixo ? Seria mais viável até, dizer "Sob o ponto de vista de um observador no Hemisfério Norte".
Um outro ponto que poderíamos questionar é a manutenção do Distrito Federal, representado pela Sigma do Oitante; é evidente que nesse particular, aceitou-se tal posicionamento para não deixar a representação sideral de Brasília num segundo plano, ao lado de outras estrelas.
Porém, critério é critério; e nesse particular prevaleceu a exceção.
Na verdade, sabemos o quanto seria problemático e caro tal mudança; um caso clássico é o simbolo islâmico do Crescente Fértil (Meia Lua com uma estrela posicionada antes do satélite).
Se não nos enganamos, somente a Turquia reformulou a sua bandeira, colocando a estrela, bem ao lado da meia lua, simulação essa mais lógica.
Como ilustração, com um numero limitado de estrelas, apresentamos uma bandeira do Brasil apócrifa, simulando um posicionamento sideral, nas circunstâncias do dia 15 de novembro de 1889.

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