Previsão do Tempo para São Paulo

ALMANAQUE "PRIDIE KALENDAS" 

 

 

 

 

                              
BUSSOLA ROSA DOS VENTOS
                         SEXTANTE

GNOMON

ESFERA ARMILAR

BALESTILHA

KAMAL

 

(Ver também: Astrônomo Amador )

Na mesma linha(com enfoque para o amadorismo, recomendamos uma visita ao  Nasa Clube Brasil, página pessoal de Milton Cesar V. Machado; além de assuntos espetaculares, um Excelente curso de astronômia para amadores.http://sites.uol.com.br/nasaclubebrasil/

Para os mais exigentes ou avançados http://www.cosmobrain.com/cosmobrain.htmlhttp://www.scasp.cjb.net/http://astro.cc.fc.ul.pt/http://www.netguest.com/anderson/http://sites.uol.com.br/astronomoperez/

 

1.1 - POLO NORTE

Com a localização da linha do primeiro meridiano, pode-se, no céu, através de uma estrela da constelação do Dragão, determinar o Norte Celeste. Em virtude da rotação da Terra, essa estrela descrevia um circulo pequeno de 3 graus em torno do Norte celeste.

Atualmente, pela alteração secular das constelações, esse ponto foi assumido pela estrela Polar.1.2 - PÓLO SUL

Para nós que residimos no hemisfério sul, temos um marco ou ponto de localização do pólo, pela orientação dada pelo Cruzeiro do Sul; consiste esse artifício no seguinte:

Estica-se quatro vezes o braço maior da cruz, com uma linha reta, em direção ao seu pé; desse ponto fictício no céu, desce-se uma perpendicular à linha do horizonte

"Na constelação do Cruzeiro do Sul destacam-se as estrelas: Acrux ou Estrela de Magalhães (Alfa Crucis), que representa a parte inferior do braço maior da cruz e é a mais brilhante da constelação. Tem uma coloração azulada e é, na realidade, uma estrela quádrupla, das quais duas são visíveis através de pequenos telescópios. Mimosa (Beta Crucis) é a segunda em brilho na constelação, tem também coloração azulada e representa o lado esquerdo do braço menor da cruz.

Rubídea (Gamma Crucis), também denominada Gacrux, é uma estrela avermelhada. Representa a parte superior do braço maior da cruz. E, representando a parte direita do Cruzeiro, de coloração azulada, encontramos Pálida (Delta Crucis). Além destas quatro, que demarcam a figura do Cruzeiro do Sul, há outra estrela, menos brilhante, mas também de fácil observação: Epsilon Crucis- também denominada no Brasil de Intrometida, por "atrapalhar"o desenho da cruz.

Caso exista dificuldade em localizar a constelação do Cruzeiro do Sul, isto poderá ser feito de maneira mais adequada e fácil através de duas estrelas muito brilhantes encontradas em sua proximidade. São elas Alfa e Beta Centauri, duas das vinte estrela mais brilhantes de todo o céu. São também conhecidas por Toliman e Agena, e ainda como as "Guardas da Cruz", pois, se tomarmos seu alinhamento, desde Alfa até Beta Centauri, poderemos localizar o Cruzeiro do sul com facilidade."

Fonte: Trecho em itálico extaido de: Astronomia a Olho Nu de: Romildo P. Faria, editora brasiliense (1986), páginas 61, 62, 63).

2- ASTRÔNOMOS FAMOSOS

Excelente compilação da história da astronomia e seus principais protagonistas:

(em castelhano)http://www.aldeaeducativa.com/aldea/Tareas4.asp?which=Historia de la Astronomía

3- FUNDAMENTOS DA HISTÓRIA DA ASTRONOMIA

Que os assuntos sobre astronomia são complicados ninguém com o juízo perfeito questiona; apresentá-los, principalmente em páginas na WWW é muito trabalhoso, principalmente nas simulações ou mesmo desenhos que exigem muito do artista. Raros são os sites que disponibilizam informações de uma maneira objetiva; felizmente, temos disponibilizado na rede, um que explora temas de uma maneira que o Amigo visitante irá apreciar e, com toda honestidade, irá entender.

Os principais assuntos apresentados são:

Modelos Geométricos do Sistema Solar
O Modelo Geocêntrico de Eudóxio
O Modelo Heliocêntrico de Aristarco
O Modelo Ptolomaico - Geocêntrico
O Modelo Heliocêntrico de Copérnico
O Modelo Tychônico do Universo
O Modelo de Ticho Brahe
As Contribuições Astronômicas de Galileu Galilei Para a Teoria Heliocêntrica
O Modelo Final do Sistema Solar por Johannes Kepler
Newton e a Lei da Gravitação Universal
A Lei da Gravitação Universal Para Órbitas Circulares
A Lua e a Maça
Determinação do Valor de G
"Pesando"o Sol e a Terra
Método Para Determinar o Raio da Terra (Rt)

Bons estudos http://www2.uerj.br/~oba/cursos/astronomia/fundamentoshistastro.htm

 4- INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO E   CONHECIMENTOS NÁUTICOS

Embora seja um site específico patrocinado pela Associação Nacional de Cruzeiros, visitá-lo ampliará consideravelmente os conhecimentos afins, fundamentais para o conjunto da obra; quanto aos instrumentos de medições, é irrepreensível. Por exemplo, o Amigo sabe para que servia o Kamal? Essas e outras questões serão fartamente esmiuçadas.http://www.edinfor.pt/anc/

5- O ASTROLÁBIO

O astrolábio é um dos mais antigos instrumentos para determinar o posicionamento do Sol e das estrela no firmamento; diversos tipos de astrolábios foram construídos, sendo o mais popular o chamado Astrolábio Planisférico, no qual, a Esfera Celeste é projetada no plano do equador.

Na Internet, muitos são os sites que exemplificam a sua história e utilização, porém, mesmo sendo em inglês, escolhemos um que considero simplesmente espetacular; a página para o Astrolábio Pessoal é muito didatica.

Caso queira, poderá efetuar o download do Astrolábio Elétrico; vale a pena conferir. 

http://www.astrolabes.org/astrolab.htm         

6- LATITUDE E LONGITUDE

"A Duquesa de Portsmouth oferecia uma recepção. Não se ia de bom grado às festas da francesa; mas ia-se. O rei levaria a mal que alguém se eximisse. Depois da refeição a palestra caiu sôbre as invenções assombrosas do espírito humano, que já quase nada deixavam a desejar.

  - Ainda falta uma - disse um velho almirante - Um relógio para embarcações. A pêndula do senhor Huygens só regula em terra firme.

 - Para que precisam os navegantes de relógio? Não lêem o tempo no Sol, na Lua, nas Estrêlas?

 - O tempo dêles, sim. Se, ao mesmo tempo, pudessem levar consigo a hora de Londres, saberiam em tôda parte a que distância estão de casa. Ao inventor dum relógio para navios, que nenhuma tormenta consiga desarranjar, a Inglaterra daria a riqueza.

 - Veja lá o que diz ! - acudiu, sorrindo um compatriota da duquesa recém-chegado da outra margem do Canal. - Eu posso fornecer-lhe um relógio capaz de regular, sem pêndulo, tão exatamente quanto se possa desejar.

 - Se fala verdade - exclamou o rei - afianço-lhe que será recompensado principescamente.

 - Embora o relógio provenha de Deus ?

 - É indiferente. Quem prestar êsse serviço à Inglaterra tem direito à gratidão da Inglaterra. Revele-nos o seu segrêdo.

 - O desejo de Vossa Majestade é ordem. O relógio que indica a mesma hora em tôda parte da Terra corre no céu. O seu ponteiro é a Lua; o mostrador são as estrêlas que ela encobre no seu percurso. O desaparecimento duma estrêla, atrás da orla da Lua, pode ser determinado com exação até aos segundos. Do que se precisa é apenas duma tabela calculada de antemão, que contenha as horas exatas dêsses encobrimentos das estrêlas.

O rei entusiamou-se.

 -Os meus astrônomos nos darão isso ! Senhor de Saint-Pierre, prove-nos que poderia determinar com isso a posição do barco e, pela minha coroa! a sua fortuna está feita.

O senhor de Saint-Pierre, olhado por todos como uma raridade, inclinou-se - o seu sorriso altivo parecia um tanto contrafeito. A condição não lhe agradava muito, pois êle não tinha a mínima idéia de como a poderia preencher. Quando os convidados se retiraram, Saint-Pierre confiou a suas apreensões à duquesa. Ela tranquilizou-o:

"Deixe o cálculo miúdo a outros. Ùnicamente as idéias têm importância. E eu me empenharei em que o meu compatriota, que trouxe à Inglaterra uma idéia tão brilhante, não perca a sua recompensa."

Caíram ambos da nuvens, quando se divulgou o parecer da Royal Society: "A idéia de determinar, mediante a observação da Lua, a posição dum navio foi apresentada, há trinta anos, ao Cardeal de Richelieu e rejeitada como absolutamente impraticável. Necessita-se para isso da posição da Lua e das estrêlas, fixada com exação aproximada de, no mínimo, meio minuto. Mas as tábuas siderais de Tycho Brahe conferem, na melhor das hipóteses, em dois minutos, porque êsse astrônomo observava sem telescópio. As tábuas da Lua divergem, em média, de quinze a vinte minutos da posição exata. O senhor de Saint- Pierre já poderia saber isso, graças ao seu compatriota Morin cujo livro lhe recomendamos para estudo."

A indicação era tanto mais desagradável, porquanto se tratava justamente da fonte onde êle colhera as suas informações. Não se tornou a ouvir falar de Saint-Pierre. Mas o soberano declarou, indignado: "Se todos os nossos astrônomos estão a par disso, por que então não fazem tábuas mais exatas para os meus navegadores ? Eu desejaria que as compilassem imediatamente."

Não era tão fácil assim, dizia-se. Com o maio observatório do tempo e no espaço duma longa existência, Tycho Brahe só conseguira compilar as mencionadas Tábuas, ainda assim eivadas de erros. Mas o rei estudara bem o parecer. "Há telescópios - disse êle. - Construiremos um obsevatório. Custe o que custar, a navegação da Inglaterra deve ter o que lhe é necessário."

E que era necessário?

"Êsse John Flamsteed, o redator do parecer. Nomeio-o astrônomo real."

Assim nasceu o observatório de Greenwich - um observatório astronômico, para um problema de tráfego. A pedra fundamental foi lançada a 10 de agôsto de 1675; e o recém-nomeado astrônomo real deu-se ao gôsto de tirar nesse dia o horóscopo do futuro edifício, com êste lema: "Não zombeis, amigos! " Passara o tempo em que os homens de ciência tomavam o horóscopo a sério.

O lema assentaria perfeitamente ao observatório, pois nada havia ali para observar. Típico estilo barroco: uma fachada suntuosa, e nenhuma preocupação com os pormenores técnicos.

John Flamsteed encontrou um Mecenas; tudo tomou impulso. O astrônomo conseguiu até um telescópio aéreo de 30 metros, curiosidade londrina dos anos seguintes. Quatro anos exatamente; depois, os herdeiros do Mecenas vieram reaver todo aquêle luxo; o astrônomo real viu-se de novo ante as paredes nuas.

Numa delas pintou um quadrante; pendurou num gancho do muro uma luneta de sua lavra, que girava sôbre o quadrante. O astrônomo real não tinha conhecimento do círculo meridiano de Piccard. Trabalhou a vida inteira com o seu instrumento primitivo. Cabendo-lhe mais tarde uma pequena herança, Flamsteed foi guarnecendo o observatório com outros acessórios, embora muito modestos: o melhor telescópio estava atado a uma escada de mão e deslocava-se alguns degraus acima ou abaixo, conforme a necessidade.

O fundador determinou, no testamento, que a sua viúva repusesse o observatório nas condições primitivas. O seu sucessor também havia de ter o prazer de mobiliar Greenwich.

É deveras fantástico, dadas as circunstância, o que Flamsteed conseguiu realizar. Compôs, para o relógio lunar do senmhor de Saint-Pierre, um mostrador de 2.866 pontos astrais, o quádruplo do que medira Tycho Brahe com os seus assistentes. Flamsteed só teve um; e só nos seus últimos anos de vida, quando lhe cumpria arrastar-se dum aparelho a outro, todo encurvado pelo reumatismo.

O seu sucessor, Edmundo Halley, assumiu o cargo com sessenta e quatro anos. Ocupou-se de seguir os movimentos instáveis do ponteiro lunar, durante dezoito anos e duzentos e dezenove dias, o número áureo, já conhecido dos babilônios, isto é, o tempo após o qual se repetem quase tôdas a cabriolas da nossa vizinha Lua. Esperava assim pôr em movimento o relógio lunar. Mas era exigir demais da Providência, que lhe mermitisse prolongar as observações até aos oitenta e dois anos. Um ataque apopléctico inibiu-o de continuar o trabalho.

O terceiro astrônomo real, James Bradley, averiguou que a Terra oscila, que oscilam os astros. Cumpria revisar todo o trabalho de Flamsteed, medir de novo o mostrador astral, para que um navegador  pudesse orientar-se por êle.

Passaram-se assim três gerações, sem se resolver o problema de Greenwich. O parlamento inglês já achava a solução demasiado demorada. Instituiu um prêmio de 20.000 libras para a determinação de posições em alto mar.

Para surprêsa geral, apresentaram-se dois concorrentes, com soluções radicalmente diversas e ambas, sem nenhuma relação com Greenwich. 

Ao quarto astrônomo real não restou senão submetê-las a teste, em viagens marítimas, declará-las ambas aproveitáveis e repartir o prêmio.

E uma das metades, com suma indignação da nação inglêsa, foi para o exterior; coube à viúva do Professor Mayer de Gottingen.

Êste, baseando-se nas observações da Lua, realizadas por Edmund Halley, apresentara fórmulas, segundo as quais era possível calcular exatamente o curso da Lua, de ano a ano, para a fazer servir de ponteiro. Conquista do mais subido valor, sabendo-se que a Lua é a criatura mais indócil que existe debaixo do Sol O próprio Newton não se saíra bem, nessa tentativa. Era preciso matemática mágica do suíço Euler, para se avir com sucesso com as inúmeras irregularidades; e também a paciência dum professor alemão, para encher um livro dalgumas centenas de páginas, com fórmulas modernas sôbre a Lua...

Entretanto, um marceneiro inglês empregara vinte anos, em montar outro relógio, isto é: o relógio a que aspirava o velho almirante: um relógio absolutamente terrestre, sem pêndulo e, além disso, digno de confiança a ponto de se poder levar a hora de Greenwich através dos oceanos, em qualquer clima, em meio de tormentas e monções, durante meses, com exação quase perfeita, para a comparar com a hora dos astros.

Êsse relógio recebeu o nome honroso de "cronômetro"; e o marceneiro Harrison, que o fabricara, obteve a outra metade do prêmio fabuloso.

Ao se fazer justiça, êsse prêmio deveria dividir-se em três partes. Com efeito, o uso quer do relógio lunar, quer do cronômetro, pressupunha que, em qualquer posição dum navio se pudesse determinar com rigorosa exação a hora, mediante o Sol ou os astros. Isso significava observações astronômicamente exatas, efetuadas sem observatório, numa tôlda oscilante...Como era possível esperar semelhante coisa dos homens do mar? Não ocorrera essa pequena dificuldade, nem ao senhor de Saint-Pierre, nem ao seu crítico severo. Nenhum astrônomo real se preocupara com ela. Foi um terceiro, um profano o inventor do pequeno instrumento manual que se tornou símbolo da navegação; o sextante de espelho.

Êsse leigo, Haddley, foi o mais bem sucedido vulgarizador da astronomia. Levou-lhe uma legião de discípulos involuntários, que se renova em cada geração.

A solução do problema de Greenwich exigiu quase um século, como o aperfeiçoamento do sistema copernicano se prolongou de Tycho Brahe até Newton. Uma pequena aplicação técnica requereu tanto dispêndio de energia quanto a criação duma ciência.

Verdade é que a ciência também tirou bastante proveito dela. "

FONTE: E A LUZ SE FEZ - O Romance da Astronomia (RUDOLF THIEL); Edições Melhoramentos- Tradução de Marina Guaspari- Páginas- 188,189,190,191 e 192.

 

Sextante de espelho; imagem obtida do site http://www.mat.uc.pt/~helios/Mestre/Julho00/H42_astr.htm

Em síntese, o problema das longitudes ocupou e mobilizou  durante séculos  as melhores cabeças, entre 1600 e 1800, fomentando um grande desenvolvimento em praticamente todos os campos científicos. Justifica-se pois, ampliarmos o campo da pesquisa, disponibilizando mais páginas para os nossos prezados internautas.

John Harrison and the Longitude Problemhttp://www.rog.nmm.ac.uk/museum/harrison/

Longitude at Seahttp://es.rice.edu/ES/humsoc/Galileo/Things/longitude.html

English attack on the Longitude Problemhttp://www-groups.dcs.st-and.ac.uk/~history/HistTopics/Longitude2.html

 Online Lost at Sea The Search for Longitudehttp://www.pbs.org/wgbh/nova/longitude/