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PÁGINAS ESQUECIDAS

 

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS: Quem nos acompanha mais de perto sabe que um dos objetivos do Almanaque Pridie Kalendas é trazer para a WEB um pouco dos tradicionais e populares Almanaques de papel. Nesses seis (6) anos no ar, conseguimos alcançar um pouco nossos objetivos, com um excelente nível de visitas; caímos BEM, talvez por puro acomodamento, agora estamos novamente na busca do nosso Norte. Tudo isso graça ao apoio irrestrito, a compreensão, o boca a boca, a colaboração de todos vocês. Vamos continuar? O nosso muito obrigado AMIGOS! Nesta oportunidade, estamos lançando mais um espaço virtual intitulado PÁGINAS ESQUECIDAS, um grande sucesso do Almanaque Eu Sei Tudo. Terceiro artigo de 1918, As inspiradoras de grandes paixões

OS PRIMEIROS AMORES DE ALFIERI (Mantido texto no seu original)

Muitas vezes, viver, / mais do que morrer, é para quem é forte. (Vittorio Alfieri)

 

Aos 19 annos, o grande poeta que a Italia considera uma de suas maiores glorias foi presa de amor, em Haya, por uma joven senhora, casada de um anno, de modesta belleza e suave ingenuidade. Amou e foi amado, mas esse idylio durou pouco, pois em breve a joven, reclamada pelo marido, teve que partir para a Suissa. No auge do primeiro desespero, Vittorio Alfieri quiz morrer; fingiu-se doente, fez-se sangrar por um medico e, apenas o Esculapio se retirou, desprendeu o fecho das veias para deixar que a vida se escapasse com o sangue.

Um criado acudiu a tempo. Mas, não podendo mais supportar o aspecto de uma cidader onde já não encontrava o objeto de sua paixão, voltou a Turim e, durante quatro annos, guardou fidelidade áquelle amor infeliz.

Sómente passado este tempo foi tomado de amor por lady Penelope Ligonier, com quem convivera tres annos em grande intimidade, sem se impressionar por sua belleza. Esse romance durou ainda menos do que o primeiro, porque o marido surprehendeu uma carta e, batendo-se com o poeta, feriu-o em um braço.

Essas duas experiencias deixaram a alma de Alfieri tão combalida que elle foi até aos quarenta annos sem mais se enamorar.

Mas aos 42 annos, ainda na Inglaterra, conheceu afinal aquella que devia ser o seu grande amor.

Como quasi sempre acontece, essa mulher que assim dominou com encanto absoluto e total o coração de um homem genial não era nenhum typo de belleza nem nenhum modelo de virtudes.

De facto, a condessa de Albany, contando já 34 anos, tivera vida agitada e pouco edificante; por isso, logo que sentiu o primeiro aguilhão de paixão, Alfieri tentou fugir lhe, partindo para a França. Uma carta foi o sufficiente para fazel-o voltar, escravo para sempre.

E a despeito de uma infidelidade famosa, que se chamou a marqueza Gabriela Folleti, essa mulher foi até o fim de sua vida a soberana indiscutida no coração do poeta.

Complemento bibliográfico - Por Almanaque PK

Alfieri, poeta trágico italiano, nasceu em 1749 em Asti (Piemonte); faleceu em Florença em 1803. Como vimos acima, aproximadamente até 1775 deu-se aos prazeres da mocidade e ás viagens. Consta que nesse ano começou a escrever. Atraído pelo teatro, fez vinte tragédias a seguir, todas escritas (conforme críticos) em um estilo vigoroso, másculo, sóbrio, com traços enérgicos e situações eminentemente trágicas, não seguindo por completo o estalo amaneirado dos seus antecessores, mas não sendo superior aos grandes poetas modernos que trataram os mesmos assuntos.

Na sua portentosa obra, destacam-se : Filipe II, Polinice, Antigona, Agamemnon, Virginia, Orestes, Conspiração dos Pazzi, Dom Garcia, Rosamunda, Maria Stuart, Timoleon, Otavia, Merope e Saúl.

Além do teatro, escreveu a Historia da minha vida e o Tratado Da Tirania. Como já salientado pelo articulista acima, casou com a viúva do ultimo dos Stuarts a condessa de Albany, em Paris quando lá foi imprimir as suas Obras dramáticas.

O grande poeta Alfieri está sepultado na igreja de Santa Croce, em Florença, num luxuoso tumulo, obra prima de Antonio Canova (*), mandado construir pela viúva, entre os túmulos de Maquiavel e Miguel Ângelo. A viúva publicou uma edição completa das suas obras (Pisa, 1805-1815).(* 1)


(*) Antonio Canova, escultor italiano, famoso pelas suas esculturas em mármore, considerado um dos maiores artistas do neoclassicismo.

(* 1)  Obra com 22 volumes, de aproximadamente 300 páginas cada, editado por Capurro. (Solicitamos aos Amigos do PK que confirmem esses dados antes de utilizá-los em informações mais precisas.

 


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