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ALMANAQUE "PRIDIE KALENDAS" |
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Flamarion, em seu Annuaire Astronomique datado de 1929, afirmou sobre a utilidade prática da astronomia: "Não é raro, ver pessoas da melhor roda, cultas e inteligentes, nos demais ramos, que perguntam para que serve a Astronomia. É mais ou menos como se perguntasse para que serve a musica, para que servem todas as artes e todas as ciências" |
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"Pode-se dizer que a Astronomia no Brasil nasceu juntamente com sua descoberta, pois data de 1500 o primeiro registro de observações efetuadas em nosso país. A rigor, entretanto, teríamos que compor um quadro mais amplo, buscando as origens da Astronomia Brasileira entre as tribos indígenas que já existiam naquela época e que, provavelmente, possuíam alguns conhecimentos astronômicos... PRIMEIROS TRABALHOS ASTRONÔMICOS NO BRASIL Coube ao bacharel João Emeneslau (Mestre João - físico, cirurgião, engenheiro e astrônomo da esquadra de Cabral) a incumbência de efetuar as primeira medidas astronômicas em terras brasileiras. os relatos destas observações estão contidos numa carta por ele dirigida a D. Manuel, Rei de Portugal, escrita entre 28 de abril e 1 de maio de 1500. Nela está relatada a determinação da latitude geográfica do local de desembarque, efetuada em 27 de abril. Foi realizada a partir de observação do Sol efetuada através de um astrolábio. Encontra-se também neste documento uma rica descrição do céu austral, com destaque para a constelação do Cruzeiro do Sul e outras situadas próximas ao pólo celeste sul." Para o Observatório Nacional, alvo da nossa singela homenagem, do mesmo autor e fonte, página 184,, temos: " A partir de 1750, com o Tratado de Madri, que visava delimitar as fronteiras entre os territórios da América subordinados à Espanha e a Portugal, novos trabalhos astronômicos foram desenvolvidos. Em 1781, chegaram ao Brasil os primeiros instrumentos astronômicos que iriam ser utilizados para a instalação do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro. Este Observatório, cuja fundação é citada como tendo ocorrido em 15 de outubro de 1827, daria origem, em 1846, ao Imperial Observatório que passaria, com a proclamação da República do Brasil, a ser denominado Observatório Nacional. Possuindo modernos instrumentos, para a época, um grande número de observações de excelente quantidade foram realizadas, destacando-se o apoio dado ao Observatório pelo imperador D. Pedro II, que inclusive lhe cedeu parte de seus primeiro instrumentos. Um dos astrônomos que se destacaram por seus trabalhos nesta ocasião foi Emmanuel Liais (1826-1900), astrônomo francês, que em meados do século XIX assumiu a direção do Observatório, convidado por D, Pedro II. Além de realizar importantes trabalhos de observação do Sol, durante uma expedição ao Paraguai para observar o eclipse total do Sol de 7 de setembro de 1858, Liais deixou publicadas várias observações, particularmente de cometas (inclusive descobrindo um em 1860) em seu livro L'Espace Céleste. Publicou também o livro Traité D'Astronomie Appliquée et De Géodésie Pratique onde descreve os métodos utilizados na exploração da região do Rio São Francisco ... Em 1886 ocupou a direção do Imperial Observatório o astrônomo belga Luis Cruls (1848-1908), colaborador de Liais. As suas principais realizações foram: a publicação do primeiro volume do Anuário Astronômico do Observatório, a medição do semi-diâmetro aparente de Mercúrio, determinação do período de rotação de Marte, observação de estrela duplas e cometas periódicos." continuando a consulta da obra citada, já na página 186, temos: "Coube a Henrique Morize (1860-1930) suceder Luis Cruls na direção do já então Observatório Nacional. Este, que se originou do Imperial Observatório, foi transferido do Morro do Castelo para o Morro de São Januario onde foi instalado em 1922. Com uma excelente equipe e com novos instrumentos adquiridos foram realizadas várias atividades como a instalação de um serviço da hora, observações de cometas, estrela duplas, da superfície de Marte e trabalhos fotográficos do eclipse total do Sol, ocorrido em Sobral, no ano de 1919. A partir de 1924 importantes trabalhos relativos à determinação da variação da latitude do Rio de Janeiro foram realizados pelo astrônomo Lélio Gama. Em 1930, assumiu a direção do Observatório Nacional Sebastião Sodré da Gama (1883-1950), que continuou os trabalhos iniciados anteriormente, auxiliado principalmente por Domingos da Costa (1882-1956) e Lélio Gama. Este último substituiu Sodré da Gama na direção do Observatório quando foram então adquiridos novos instrumentos. " Sobre o eclipse total do Sol, ocorrido em Sobral, um importante esclarecimento da nossa parte:
A imagem acima, original sem as estrelas, foi obtida do: CDEPA-Astrofotografias / Astrophotography
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