AS MARAVILHAS

(POUCO DIFUNDIDAS)

ESCOLHIDAS PELO

ESTRADA DE FERRO CURITIBA-PARANAGUA

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Estrada de Ferro Curitiba - Paranaguá
na altura do Vale do Rio Ipiranga.

A cada ponte, a cada túnel, a cada paisagem que se destaca ao longo desta inesquecível viagem, o melhor que podemos fazer é nos extasiarmos com este maravilhoso passeio.

Uma ferrovia imperial que, com seus 110 encantadores quilômetros, liga Curitiba a Paranaguá desde 1880, perpetua no tempo este magnífico e arrojado projeto.

Embora a pedra fundamental da Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba tivesse sido oficialmente lançada em 5 de junho de 1880, em Paranaguá, no local em que hoje se situa o marco zero do trecho, os trabalhos da construção já haviam sido iniciados em meados de fevereiro do mesmo ano. A construção, que durou menos de cinco anos e que consagrou, como engenheiros notáveis, o Comendador Antônio Ferrucci e João Teixeira Soares, obedeceu, no trecho da serra, a diretriz do traçado elaborado por Antônio Pereira Rebouças Filho.
Com a extensão de 110 quilômetros, a ferrovia conta com 420 obras de arte, incluindo, hoje, 13 túneis (à época da construção, eram 14), 30 pontes e vários viadutos de grande vão, destacando-se a ponte São João, a mais importante, com altura de 55 metros sobre o fundo da grota, e o Viaduto Carvalho, ligado ao túnel do Rochedo e assentado sobre 5 pilares de alvenaria, na encosta da própria rocha, o que provoca, no viajante, a incrível sensação de uma viagem no espaço.
O ponto mais elevado da linha encontra-se à entrada oeste do túnel de Roça Nova, onde a linha atinge 955 metros sobre o nível do mar, e, o mais baixo, na Estação do Porto D. Pedro II, em Paranaguá, com 4,66m. Na estação do Marumbi, passa a linha férrea ao lado do Pico do mesmo nome, com 1.539 metros e do morro do Leão, com 1564 metros, vencendo o degrau entre o litoral paranaense e o primeiro planalto do interior, onde está Curitiba, a cerca de 900 metros de altitude.

 Foto-Viaduto Carvalho
 Setsuo Mikami

Fonte:

MINERAÇÃO MORRO VELHO 

A mais antiga mina de ouro em atividade no mundo

(Encerramento das atividades em 2003)

Preparação de ouro em barras na unidade da AngloGold em Nova Lima (MG).
Foto: André Fossati/AE

Belo Horizonte - Ciclos longos são uma característica da mineração, talvez mais marcante no segmento de ouro. Prestes a encerrar a exploração da mais antiga mina de ouro em atividade no mundo, aberta há quase 170 anos, a AngloGold conclui uma etapa extensa, mas ingressa em outra. A dona da Mineração Morro Velho (MMV) prepara-se para dobrar sua produção na América do Sul, certa de que, após 20 anos em queda, o metal ingressou em nova fase. "Houve uma reversão de expectativa e, a partir de agora, o ouro vem atingindo uma curva de valorização ascendente, devido principalmente à mudança de visão dos bancos centrais europeus", avalia o presidente da AngloGold South America, Roberto Carvalho Silva.

Veja o texto completo em:

A rica jazida de ouro que daria origem à Mina de Morro Velho, localizada em Nova Lima (MG), foi descoberta em 1814. Em 1830 ela foi adquirida pela empresa inglesa St. John d'El Rei Mining Company Ltd., que inaugurou a mina em 1834. Logo ela se revelou um empreendimento muito lucrativo, como se pode deduzir a partir das dimensões que assumiu ao longo do tempo: ela se tornou a mina mais profunda do mundo, com 2.500 metros de profundidade e 4.000 metros de extensão, o que a tornou mundialmente famosa já no início do século XX

A Eletrificação nas Ferrovias Brasileiras

MINA CANA BRAVA

(Uma das maiores minas de amianto do mundo)

(COMPLEXO INDUSTRIAL)

Localização

A Mina de Cana Brava situa-se no município de Minaçu, ao norte do Estado de Goiás, a 500 Km da cidade de Goiânia. Está localizada na margem esquerda do Rio Tocantins, ocupando uma área total de 45 Km². A área de concessão estadual abrange 4.500 ha, sendo que deste total, aproximadamente, 20% são destinados à Mineração, 10% ao reflorestamento e 70% representa a reserva natural de vegetação nativa.

FONTE:

 

MASP - MUSEU DE ARTES DE SÃO PAULO

(Um dos maiores vãos livres do mundo)

Museu de Arte de São Paulo (Masp), situado na capital paulista, é um museu particular. Instituição fundada, em 1947, pelo jornalista Assis Chateaubriand, funcionou, inicialmente, na sede dos Diários Associados. Em 1968, a arquiteta Lina Bo Bardi foi contratada para projetar o prédio definitivo. O projeto, com formas arrojadas, apresenta imensos vãos livres.Criar um museu com uma coleção de arte européia e brasileira que não ficasse nada a dever aos maiores museus do mundo era um grande desafio.

Continua

COLETÂNEA DE OBRAS DE ENGENHARIA

FONTE:

Mario Yoshinaga, doutorando na FAUUSP, em Estruturas Ambientais Urbanas e Professor na Universidade Guarulhos

Vale a pena conferir a reportagem completa

Um exemplo de esbeltez e forma simplificada de estrutura, localizada em terreno bastante acidentado, é a Ponte Kochertal em Geislingen (Alemanha) com 1.128m de comprimento. Essa estrutura mais “leve” utiliza concreto protendido, tem o tabuleiro de 31m de largura a 185m do ponto mais baixo do vale, e estão apoiados em pilares de concreto espaçados de até 138 metros. Foto do livro de David J. Brown, Bridges, Ed. Mitchell Beazley, London, 1996 Exemplo de estrutura similar aos aquedutos, por sua característica de pouca declividade, de traçados extensos e predominantemente retos, pode ser encontrado na estrada de ferro para Trens de Alta Velocidade (TAV). É o caso da ponte ilustrada à seguir, sobre o Rio Guadalquivir, em Sevilla, Espanha, concluída em 1992 para Ferrovia da AVE que liga Madrid e Sevilla, projetada pelos engenheiros José Antonio Fernández Ordóñez, Julio Martinez Calzón.Embora este exemplo de estrutura mostre um terreno plano, a variação do comprimento dos pilares consegue adapta-lo aos terrenos acidentados, como é o caso do trecho da travessia do leito do rio.Estrutura pré-fabricada de concreto, com pilares espaçados de 30 a 40m, vão livre de 8 a 9m de altura, laterais com lintel de 4,60 metros (que esconde parte do trem). Joan Roig, New Bridges, Gustavo Gili, Barcelona, 1996
Os pilares dessa estrutura de concreto “desaparecem” visualmente abaixo do nível da vegetação; e a pista parece flutuar no plano verde da superfície das copas das árvores. Parece que os projetistas da estrada quiseram, além da minimização do impacto dessa obra nessa região de mata, localiza-la de forma a permitir a apreciação da paisagem. Um dos recursos de minimização de impacto da obra , conforme utilizado neste exemplo, é a separação das pistas, em traçados independentes ,cada uma delas procurando o menor impacto e o máximo de integração. Com tais diretrizes, os custos dessas obras se elevam e exigem maior dedicação dos projetistas e construtores para a sua adequada implantação. Esta solução seria inadequada para a encosta da Serra da Cantareira, pois iria requerer dos seus gestores um controle de acessibilidade fora da nossa realidade política. ISTEA. Landscape Architecture, March 1985, p 47 Ponte Skyway na Baia de Tampa, Florida, EUA. Foto do livro Bridges de Lionel Browe, Ed. Smithmark, Nova York, 1996

ECLUSAS

(Como funciona uma eclusa? )

Apesar do seu funcionamento relativamente simples, o sistema de eclusas exige uma construção cuidadosa. Antigamente, os compartimentos ou câmaras eram feitos de madeira, tijolo ou pedra. E as comportas, de madeira ou ferro. Nos modernos canais, porém, usam-se outros materiais: as câmaras são construídas em concreto e as comportas são de aço. O sistema de eclusas funciona segundo o principio dos vasos comunicantes, que é o seguinte: quando se põe um líquido em diversos recipientes que se comunicam entre si, ele se distribui até ficar em nível igual em todos eles. Assim, embora os compartimentos de um canal fiquem em alturas diferentes, quando se abrem suas eclusas a água flui do mais alto para o mais baixo, cujo nível sobre até igualar-se ao do outro.

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Secretaria-Executiva
Banco de Informações dos Transportes

ECLUSA DE BARRA BONITA

As informações detalhadas, inclusive de outras eclusas, podem ser obtidas nos links abaixo:

FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES GOV.BRASILEIRO

CANAL DO PANAMÁ

(E SUAS ECLUSAS)

O maior canal de eclusas do mundo fica no Panamá e corta o istmo de um lado a outro. Partindo do Oceano Atlântico, por meio de três imensas câmaras ele galga a elevação de Gatun, atravessa o lago do mesmo nome (situado a 26 metros acima do nível do mar) e depois desce outra vez até o Oceano Pacífico, graças a mais três câmaras.

Sua extensão ultrapassa os 81 quilômetros e, em alguns pontos, o comprimento dos seus compartimentos atinge 305 metros. Para subir ou descer cada um dos "degraus" representados pela comportas, um navio leva de 7 a 8 minutos. E o percurso total de oceano a oceano não toma mais do que 7 horas.

A construção do Canal do Panamá foi iniciada em 1881, por uma firma francesa, liderada por Ferdinando de Lesseps, o construtor de Suez. Mas houve uma série de transtornos e sòmente em 1914 a obra pode ser concluída - já então sob a responsabilidade do governo dos Estados Unidos.