O aLMANAQUE "PRIDIE KALENDAS" E O JORNAL "IPIRANGA NEWS" APRESENTAM

 

I) A ACLAMAÇÃO DO IMPERADOR D.PEDRO I

II) RUAS DO IPIRANGA/A HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA

II) RUAS DO IPIRANGA/ A HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA

 

 

 

 Vasconcelos Drummond era jornalista pernambucano

 

A rua Vasconcelo Drumond está entre a Coronel Diogo e a av. D.Pedro I. É formada por 8 quadras e se constitui numa rua residencial, com casas térreas, sobrados e prédios de apartamentos. Antigamente era a “rua “A”, do loteamento Vila Monumento, administração regional do Ipiranga.Esse nome faz referência à Antonio de Menezes Vasconcellos Drumond, um jornalista e diplomata brasileiro. Foi ardoroso defensor da causa pela independência e prestou relevantes serviços na Província de Pernambuco. A homologação do atual nome foi em 1923 pelo Ato 2.113 do dia 4 de dezembro. Depois recebeu novas oficializações no mesmo ano sem, contudo, interferir no nome original.

 Ituanos lembra membros da Junta

O nome de rua dos Ituanos foi dado com o objetivo de homenagear os escolhidos pra representar a cidade de Itu na Junta Eleitoral da Província de São Paulo. No dia 19 de maio de 1821, foram eleitos Nicolau de Campos Vergueiro, Rafael Tobias de Aguiar, Diogo Antonio Feijó, Francisco de Paula Souza, Antonio Paes de Barros e José de Almeida Leme. Esses ituanos discordavam dos demais membros da Junta ( formada por 18 membros). Não admitiam ver à frente do governo como presidente, João Carlos Oyenhausen, elemento considerado conservador e nomeado por D. João VI.A Ituanos faz a ligação das ruas Agostinho Gomes e Bom Pastor. É pequena em extensão, possuindo apenas três quadras, uma delas da Praça Nami Jafet, onde está instalada a Escola Municipal de Educação Infantil D. Pedro I e Centro Desportivo Municipal do Ipiranga. Seu nome foi oficializado em 1919 através da Lei 2.172.. Anteriormente teve três outros nomes: Baguary, Olavo Bilac e Rua 9. É uma rua estritamente residencial.

 Bom Pastor tem origem na filantropia

A rua Bom Pastor é uma das que estão localizadas no conhecido Alto do Ipiranga. Começa na av. Teresa Cristina e termina na Praça Altemar Dutra, onde hoje funciona o Terminal do Expresso Tiradentes. Tem 26 quadras onde estão instalados estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, profissionais liberais e educandários. Depois da Silva Bueno, é considerada a rua mais importante do bairro. Com mão única no sentido bairro-centro ela serve de ligação entre a Anchieta e bairros como Cambuci, Jabaquara e Vila Mariana. O nome foi dado em razão da existência na esquina com a Sorocabanos, do Instituto Bom Pastor, entidade filantrópica, da Congregação do Bom Pastor, fundada pelo Padre Almeida, que acolhia crianças órfãs e jovens com idades entre 13 a 20 anos, portadoras de algum tipo de desvio moral, inclusive encaminhadas pela Justiça. Ali estudavam o primário e faziam cursos profissionalizantes, além de se dedicarem às atividades domésticas. De um modo geral essas meninas e adolescentes eram preparadas para uma vida profissional ou até mesmo de dona de casa. No dia 16 de julho de 1893 foi lançada a pedra fundamental para  a construção da instituição e no dia 2 de maio de 1897, um domingo, era inaugurada, ficando sob a direção da Madre Xavier Mascarenhas. Decorridos 10 anos o Instituto Bom Pastor, além do processo de reeducação, tinha teares, máquinas de costuras, bordados e até criação do bicho da seda. Teve época em que a entidade chegou a ter 300 menores. Muitas das internas se recusavam a retornar às suas respectivas famílias e as irmãs acabavam colocando-as como funcionárias. A partir de dezembro de 1963 o Novinciado e o Juniorato do Rio de Janeiro foram transferidos para o Instituto Bom Pastor, do Ipiranga. No ano seguinte a Madre Xavier foi nomeada provincial. No final da década de 80 o instituto foi fechado e a área acabou sendo declarada de utilidade pública pelo governo do Estado para ser incorporada ao Parque da Independência. Na Bom Pastor funcionam ainda o Cartório de Registro Civil há 84 anos, uma unidade do Sesi (Serviço Social da Indústria) e outra do Sesc (Serviço Social do Comércio). Na rua ainda tem outra instituição filantrópica, o Instituto Tibiriça, esta destinada ao atendimento de famílias de portadoras de lepra.

 General Lecor comandou o Exército

A denominação da rua General Lecor vem do comandante de Exército Carlos Frederico Lecor, 1º Barão e Visconde de Laguna, nascido em Faro - Portugal, no dia 2 de setembro de 1767. Lecor morreu no Rio de Janeiro em 2 de agosto de 1836. Iniciando a sua carreira militar em Portugal, mostrou suas qualidades de guerreiro nas batalhas da Vitória, dos Pirineus e Zagaramundi. No Brasil, comandou as tropas de 5 mil homens que ocuparam o Uruguai em 1817, permanecendo em Montevidéu até 1828. A sua ação como governador da Província Cisplatina, desenvolveu-se sob graves ameaças de revoltas, conjuras e críticas dos chefes uruguaios. Proclamada a Independência do Brasil, Lecor adere a nova ordem, pondo-se a disposição dos responsáveis pelo regime que se iniciava. Graças aos seus serviços, foi elevado ao posto de Marechal do Império. Foi do Conselho de D. João VI, das Ordens de São Tiago e São Bento de Aviz, ganhou as medalhas militares da Guerra Peninsular e a Estrela de Ouro do Rio da Prata. A General Lecor começa na Bom Pastor, Alto do Ipiranga e termina na rua Auriverde, Vila Independência, a região baixa do Ipiranga. É a rua onde está sediada (nº. 246) a Empresa Jornalística Bairros Unidos Ltda., proprietária dos jornais Ipiranga News e Jabaquara News. É mais uma rua residencial do que comercial, predominando casas térreas e prédios de apartamentos nas 10 quadras de toda a sua extensão onde cruza com as ruas Costa Aguiar, Cipriano Barata, Agostinho Gomes, Lino Coutinho, Silva Bueno, Manifesto, 1822, Juntas Provisórias e Municipalidades.

Greenfeld era capitão da Guarda Imperial

A rua Greenfeld é uma das menores do bairro. Poderia até ser uma travessa por conter apenas três quadras. Começa na Bom Pastor e termina na Silva Bueno. Seu nome é uma homenagem ao Capitão-Tenente da Armada Imperial, John Greenfeld. Conta a história de que foi enviado por Lord Cockrane (outro nome de rua do Ipiranga) para impor ordem ao Pará, último reduto da reação portuguesa à Independência do Brasil. E foi graças à ação desse oficial da Marinha que a Junta do Governo do Pará se reuniu enquanto o povo gritava vivas ao Imperador e à Independência. Nessa ocasião, com a visita de Greenfeld, o Brasil já passava a ser um País unido, sem nenhuma dissensão de Norte a Sul. E o nome desse militar, por fazer parte da história da Independência do Brasil, figura numa das ruas do Ipiranga. A rua Greenfeld com apenas três quarteirões tem um comércio forte e diversificado aliado a profissionais liberais e prestadores de serviços. Bares, restaurantes, imobiliárias, lojas de tecidos, confecções, eletrodomésticos, casas lotéricas e igrejas evangélicas. Nesse pequeno espaço tem até alguns prédios de apartamentos. Na metade da rua, entre lojas e estabelecimentos comerciais, praticamente na metade da Greenfeld, está a Escola Estadual “Professor José Escobar”, ali em funcionamento há 69 anos, com capacidade para 700 alunos. O prédio é antigo e logo na entrada, na sua parte interna tem uma placa de bronze que registra a solenidade de inauguração com a seguinte mensagem: “AD Perpetuam. Sendo interventor federal em São Paulo o Exmo. Sr. Dr. Adhemar de Barros, Secretário de Educação e Saúde Pública, o Exmo. Sr. Dr. Álvaro Guião, Diretor-Geral do Departamento de Educação, o Exmo. Senhor Professor Dario Moura, instalou-se este Templo de Instrução neste prédio, para o bem de Piratininga, sob os auspícios do Sadio Nacionalismo que norteia o Governo da Pátria, na Grandeza da Ordem e do Progresso de São Paulo. 1/7/MCMXXXIX”. Ao lado outra placa, mais recente, que presta uma homenagem à Thereza Dorothéa de Arruda Rego, a primeira diretora e patrona da escola. Essa homenagem ocorreu no dia 1º de setembro de 1971.

 Senador do Império é nome de rua mais extensa da região

A rua Vergueiro é uma das maiores em extensão da região. Começa no final da avenida Liberdade, na Estação São Joaquim do Metrô e tem seu final na Via Anchieta. São quase 10 quilômetros de um ponto a outro. No Ipiranga ela começa na av. Dr. Ricardo Jafet até a Anchieta.Tem mais de 34 quadras ocupadas com forte comércio, além de indústrias, prestadores de serviços, profissionais liberais e imóveis residenciais térreos e condomínios de apartamentos.O nome Vergueiro lembra o senador do Império Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Foi líder do movimento dos ituanos portugueses e, naturalizado brasileiro, representou São Paulo nas constituintes portuguesas e brasileiras. Antigamente era conhecida como Estrada do Vergueiro e a denominação oficial foi dada pelo Ato 792, de 1916.

 Cisplatina foi incorporada

Antigamente a rua Cisplatina tinha o nome de “Rua 15”, da planta do loteamento do Ipiranga. Mas a partir do dia 18 de agosto de 1914 recebeu oficialmente essa denominação conforme consta de Ato 706, do prefeito da época, Washington Luís. O nome é oriundo da Província Cisplatina, território constituído pela área conhecida por Banda Oriental (Uruguai) e incorporada ao Brasil no dia 31 de julho de 1821, por votação do Congresso. Foi uma tentativa do rei de Portugal D. João VI, determinada pela tomada de Montevidéu pelo general Carlos Francisco Lecor, atacando a intervenção espanhola de D. Calota, na América. A Cisplatina começa no Alto do Ipiranga, mais precisamente na Bom Pastor e o seu final na Juntas Provisórias. Tem mão única no sentido Alto do Ipiranga e serve de ligação da região do Cambuci e Mooca para Vila Mariana e Jabaquara. Ao cruzar a Nazaré recebe outro nome (Padre Marchetti) até a Rua Mário Vicente. Não é essencialmente uma rua comercial. Tem empresas médias em suas 16 quadras. O forte mesmo são imóveis residenciais com alguns prédios de apartamentos.

  Depois de preso Marquês viu reconhecido seu mérito e valor

O senador do Império Maria José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá, chegou a ser preso e encarcerado por ordem do Conde de Rezende, devido a devassa realizada na Sociedade Literária. A ele foi atribuída insubordinação ao falar livremente de matéria pública e assuntos do governo. Esse processo acabou ficando conhecido na história como “Inconfidência Fluminense”. O Marquês de Maricá acabou sendo nome de rua no Ipiranga, na região do Sacomã. Ela fica perto da Anchieta, é residencial e faz travessa com a rua Riga.Chegou a ser chamada de Rua D. Pedro de Alcântara.O nome atual foi oficializado pelo Ato 97 de 1931.

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