O aLMANAQUE "PRIDIE KALENDAS" E O JORNAL "IPIRANGA NEWS" APRESENTAM

 

I) A ACLAMAÇÃO DO IMPERADOR D.PEDRO I

II) RUAS DO IPIRANGA/A HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA

II) RUAS DO IPIRANGA/ A HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA

 

 

 

O Grito da Independência

A rua do Grito lembra o ponto culminante da independência acontecido na tarde de 7 de setembro de 1822 à margem do Riacho Ipiranga.

O Príncipe D.Pedro I, depois de receber notícias desagradáveis de Portugal, optou por declarar o Brasil livre de sua terra natal com o famoso grito “Independência ou Morte”, que passou a fazer parte da história do Brasil e consta da letra do Hino Nacional “

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas, de um povo heróico, o brado retumbante”.

 Essa rua começa nas Juntas Provisórias em direção à área conhecida como “Alto do Ipiranga”, terminando na Bom Pastor.

É mais uma via residencial do que comercial com suas 14 quadras. Conforme a planta do loteamento do bairro, seu nome era “Rua 25” e passou a ter o nome atual em 18 de agosto de 1914, quando um ato do então prefeito Washington Luis batizou 36 vias, com referências à libertação do País.

 

 Paulo Bregaro, gente importante

 

A rua Paulo Bregaro é pequena (tem oito quadras) e faz a ligação da Barão de Loreto com a av. Dr. Ricardo Jafet. Ela homenageia Paulo Emílio Bregaro, que foi uma pessoa importante no ato final da independência do Brasil. Coube a ele, junto com o capitão Antonio Cordeiro, a missão de entregar a D. Pedro, já em São Paulo, as notícias da Corte portuguesa culminando com o grito “Independência ou Morte”. Bregaro entrou para a história brasileira como o “Correio da Independência”. A Paulo Bregaro é totalmente ocupada por imóveis residenciais e antigamente era conhecida pelos nomes Coronel Diogo, 28 e “I” , conforme consta de planta do loteamento da Vila Santa Eulália, da região administrativa do Ipiranga. O nome atual foi oficializado pelo Ato 972 de 1916. Em 1935 ocorreu nova oficialização com o Ato 917 e em 1942 o decreto-lei 170 oficializou seu leito. Nova oficialização do nome ocorreu com o decreto 2.688/1954 e posteriormente o leito foi novamente oficializado com o decreto 15.635

 

 Marquesa de Santos/ D. Leopoldina

A vida pessoal do proclamador da independência brasileira deu motivo a muitas histórias, a maioria o retratando como um homem de muitos amores. As ruas do Ipiranga fazem homenagens a duas das mulheres mais importantes na vida de D. Pedro I. A rua Dona Leopoldina, interligada com a Salvador Simões e a Padre Francisco Xavier e que tem 14 quadras com residências térreas, prédios de apartamentos e pequenos comércios, lembra a Arquiduquesa Leopoldina, filha do Imperador da Áustria. Ela se casou com o príncipe em 13 de maio de 1817, em Viena, através de procuração e chegou ao Brasil em 5 de novembro do mesmo ano. No dia seguinte, houve a cerimônia religiosa formalizando a união. Foi uma imperatriz de forte personalidade e que sempre apoiou as decisões do marido, morreu em 1826. Já a rua Marquesa de Santos lembra a amante de D. Pedro I, Maria Domitila de Castro e Canto e Melo, mulher de muita beleza, com quem ele teve cinco filhos, durante um relacionamento longo paralelo a seus dois casamentos (sua segunda esposa a Imperatriz Amélia). A via que homenageia aquela que era chamada de favorita do imperador está localizada entre as ruas Vergueiro e Gama Lobo. A D. Pedro são atribuídos muitos outros romances e filhos. O Ipiranga também tem outra rua que homenageia uma figura feminina do tempo do Império, trata-se da avenida Teresa Cristina, localizada entre o Parque da Independência e a Avenida do Estado. Seu nome refere-se à esposa de D. Pedro II - o filho de D. Pedro I, que comandou a Monarquia brasileira até 1889 quando, no dia 15 de novembro, aconteceu a Proclamação da República. Antes, essa avenida tinha o nome de Estrada Central e sua denominação atual ocorreu em 1922 com o ato 1.711. Por questões de formalidade, em 1964 o decreto 50871 voltou a oficializá-la perante as leis em vigor e o decreto 15.635 reconheceu definitivamente o seu leito em 1979. Ela é constituída de 12 quadras sendo a maioria ocupada por empresas. Por ela passa grande parte do fluxo de veículos pequenos e de cargas procedentes da Av. Ricardo Jafet em direção à Zona Central ou outros bairros como Brás, Mooca e Vila Prudente

 Rua dos Patriotas, justiça aos anônimos

O Ipiranga tem uma rua que homenageia todos os que se empenharam, oficialmente ou de forma anônima, na luta para que o Brasil ficasse independente de Portugal.  Essa lembrança se deu na denominação da rua dos Patriotas, importante para a região por ser um canal de tráfego de veículos que vão para a região do Jabaquara e a Baixada Santista através das rodovias Anchieta e Imigrantes. Esse fluxo intenso de carros, ônibus e caminhões é procedente não só da região central como de bairros Brás, Mooca, Pari e Tatuapé, desembocando no Viaduto Pacheco Chaves. Os nomes anteriores dessa via pública foram: “Rua “K” e Rua 11. A denominação de Patriotas ocorreu no dia 18 de agosto de 1914 quando o prefeito Washington Luís assinou o Ato 706. Em 1954 o decreto 2.688 enquadrou a rua na legislação vigente, o mesmo acontecendo em 1979 através do decreto 15.635. Com mão única no sentido Alto do Ipiranga, a Rua dos Patriotas é mista entre pequenos estabelecimentos comerciais e imóveis residenciais, incluindo os condomínios de apartamentos, distribuídos nas 12 quadras existentes desde o Viaduto Pacheco Chaves até a Avenida Nazaré, “cortando” o Parque da Independência, dividindo a área do Monumento com a do Museu do Ipiranga.

 Leais Paulistanos, homenagem aos paulistas

A luta da independência começou muito antes do histórico grito às margens do Riacho Ipiranga. Foram diversas tentativas de libertação e muitos os heróis que morreram por ela. São Paulo foi um dos centros mais ativos nesta batalha e no início do ano de 1820 viu surgir um movimento integrado por pessoas que desejavam ver o Brasil livre do domínio português o mais breve possível. Esse grupo foi crescendo e se solidificando a ponto de chegar a ser conhecido pelo Príncipe Regente, D. Pedro I. Promoviam atos públicos, publicavam textos nos jornais, forçando o filho de D. João VI a tomar uma atitude em relação ao Brasil. Esse grupo se notabilizou pela lealdade de seus componentes e foi homenageado em 1914, através do Ato 706, o então prefeito Washington Luis de Sousa, com a denominação da rua Leais Paulistanos, antiga Rua 7. Com seu início na Praça da Independência, a Leais Paulistanos termina na Avenida do Estado. Em seus oito quarteirões estão instalados pequenos estabelecimentos comerciais, escolas e prestadores de serviços. Essa rua vem sendo hoje objeto de interesse da indústria da construção, que nela tem erguido prédios de apartamentos. Tem mão única no sentido Parque da Independência até a Silva Bueno e na sua última quadra essa mão se inverte.

 Juntas Provisórias já teve cinco nomes

O nome da rua Juntas Provisórias tem como origem a Assembléia Revolucionária que se reunia para administrar as províncias de acordo com a Corte de Lisboa, pois se reconhecia acima da autoridade de Dom João VI. As Juntas Provisórias exerceram papel preponderante no encaminhamento das reivindicações emancipadoras dos brasileiros revolucionários. Essa via pública era chamada de Avenida Juntas Provisórias até 14 de janeiro de 1905. Depois foi para “Rua L”, do loteamento da Vila Independência. Teve o nome mudado para “Rua O”em 21 de janeiro de 1930. Sofreu nova alteração no dia 19 de janeiro de 1979 para Rua Juntas Provisórias e no dia 26 de julho de 1990 ,foi definitivamente oficializada como Rua das Juntas Provisórias. A via começa no Viaduto Gazeta do Ipiranga e termina na rua do Grito, fazendo a ligação com a via Anchieta e av. Tancredo Neves. Tem duas pistas de rolamento sendo a principal via de ligação com o Centro da Cidade através da Avenida do Estado. Tem um trânsito volumoso tanto de carros de passeios como de ônibus e caminhões procedentes do Litoral Paulista e ABC pela Via Anchieta e da Imigrantes através da Tancredo Neves. Tem 22 quadras e um comércio de pequenas e médias indústrias além de oficinas de veículos e lojas de autopeças. A Juntas Provisória é a rua do bairro que tem mais congestionamento de veículos.

 Rua Auriverde lembra nossas riquezas

Logo após a declaração de independência do Brasil em relação a Portugal, D. Pedro I passou a tomar algumas medidas que consolidavam a nova situação. Reestruturou as forças armadas, inclusive dando-lhe novos uniformes. Através de ato oficial chegou até mesmo a proibir que seus componentes usassem bigode. Criou o Brasão da Independência e adotou as cores verde e amarela como oficiais do novo reinado. O amarelo representava o ouro, a principal riqueza da Nação e o verde suas matas. A união dessas duas cores como símbolos brasileiros é lembrada em importante via da Vila Carioca: a Auriverde. Trata-se da principal rua da vila com inúmeros estabelecimentos comerciais e industriais em suas 19 quadras. A Auriverde tem seu início na Avenida do Estado e termina na Rua Colorado, limite com Heliópolis. Nesse trecho existe um depósito de produtos químicos de uma multinacional onde, de seus reservatórios subterrâneos acabou ocorrendo vazamentos e contaminando dezenas de famílias através da água dos poços. A Auriverde, na Vila Carioca, tinha os nomes de Maria Elisa, Lúcia e Betina. Isso até 20 de setembro de 1954 quando o decreto 2.688 oficializou a atual denominação. O seu leito é oficial desde 1979 através do decreto 15.635.

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