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PRIDIE KALENDAS E AS PRINCIPAIS ERAS |
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(Continuação)
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ERA DA FUNDAÇÃO DE ATENAS (ERA CECRÓPICA) |
| Cécrops, personagem de origem egípcia, que dizem ter sido o
primeiro rei da Ática, haver ensinado a agricultura aos Gregos, introduzido
os cultos de Zeus e Atena, e fundado Atenas e o Areópago.
Os mármores de Paros, preciosos monumentos da arqueologia, são umas tábuas de mármore, em que estão gravadas as principais épocas da história da Grécia, desde Cécrops, fundador do reino de Atenas, até ao arconte Diogneto, compreendendo uma série de 1318 anos, isto é: desde o ano 1582 até 264 antes da era vulgar. Tendo sido encontrados na ilha de Paros, na Grécia, foram comprados no princípio do século XVII por Lord Tomaz Howard, conde de Arundel, e por isso chamados também mármores de Arundel. Durante as guerras que atrapalharam a Inglaterra, caiu uma boa parte destas preciosidades nas mãos de incultos que as empregaram em reparar portas e até chaminés. O que escapou foi, em 1667, depositado na Biblioteca de Oxford, constituindo o que hoje se chama mármores de Oxford. A série dos reis de Atenas até à abolição de realeza esta ali marcada com muito cuidado; encontram-se ali também notados muitos acontecimentos da história daqueles tempos recuados, o estabelecimento das principais festa de Atenas,etc. |
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ERA DE CÉSAR, ou HISPÂNICA |
| Com as suas conquistas os Romanos impuseram aos povos
vencidos o seu calendário tal como tinha sido reformado por Júlio César, e é
desta introdução que resultaram as novas eras: era de Augusto, no Egito; era
de Antíoco Cesárea, na Ásia Menor, e a era de Espanha, na península
hispânica, na França e na África meridional. A Era Hispânica, celebérrima nos antigos monumentos e concílios de Espanha, começou a contar-se do ano de Roma 715, isto é: 38 anos e 11 dias antes da era vulgar, quando a península foi conquistada por Otávio César Augusto. Começou a ser abandonada lentamente, deduzindo-se, pelas datas dos seus monumentos, que a Catalunha deixou de referir-se a ela no ano 1180; Navarra em 1234; Aragão em 1350; Valência, em 1358; em Castela e Leão vigorou até às cortes de Segóvia, em 1387, nas quais D.João I, monarca daquele país, ordenou que se contasse pela era de Cristo. Observou-se, contudo, que até princípios do século XVII não se generalizou por completo em todo o território espanhol, o uso da era cristã, apesar de haver adotado no ano 1582 a reforma gregoriana. Em Portugal, foi a era de César substituída pela de Cristo no reinado de D.João I, por lei de 22 de agosto de 1422.
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ERA CRISTÃ, ou ERA VULGAR |
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Apesar da reforma de calendário romano efetuada por Júlio César, não era esta reforma, no século VI, ainda em uso perfeito e os anos contavam-se pela fundação de Roma. Os cristãos não possuíam um calendário próprio, governando-se pelo dos povos a que pertenciam. Quanto à era, umas vezes referiam-se à fundação de Roma, outras à ordem cronológica dos cônsules e imperadores; mas principalmente adotavam a era de Diocleciano ou dos Mártires. Estudar e compreender em toda a sua amplitude a Era Cristã, sem relacioná-la com a história dos calendários romanos, no nosso entendimento é um equivoco; partindo-se desse pressuposto, o almanaque "Pridie Kalendas", procurou encaixar a matéria em epígrafe em Calendários Romanos, item 1.4 - A Cronologia Cristã. |
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ERA DE DIOCLECIANO, ou DOS MÁRTIRES |
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Começou entre os Alexandrinos pela elevação ao trono de Diocleciano e
substituiu a era mundana. Principiou em sexta feira, 29 de agosto de 284 da era cristã. Foi usada pelos primitivos cristãos até ao ano 800, apesar de datar da última e mais duradoura perseguição da Igreja cristã ordenada pelo imperador Diocleciano e continuada por Maximino e Maxêncio, e chamada, por isso, também Era dos Mártires. É usada pelos coptas (egípcios modernos) e pelos cristãos da Abissínia. |
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ERA JUDAICA |
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Os anos são contados a partir da data da criação do mundo, segundo o
Gênesis, em 7 de outubro de 3761 a.C.. Para sabermos que ano seqüencial corresponde ao calendário gregoriano, adicionamos a este, os 3.761 daquele. Exemplos: A que ano gregoriano de 1982, corresponde o ano seqüencial do calendário judaico? 1982 +3761 5743 (resposta) Por outro lado, se quisermos saber qual o ciclo solar que corresponde o ano 5743, procedemos da seguinte forma: Dividimos o ano judaico por 19; se a conta não der exata, acrescentamos 1 ao resultado, obtendo assim, o ciclo solar. Dando exato, será o último ano desse ciclo: 5.743 dividido por 19 = 302 com um resto de 5 Adicionando-se ao resultado 302, mais um, teremos 303 que representa o ciclo solar; o último ano desse ciclo é o ano de 1996, ou 5757 da era judaica (5.757 dividido por 19 = 302, uma conta exata). Além disso, por lógica, para sabermos se um ano é comum ou embolísmico, recorre-se ao resto da divisão; sendo os números expressos por 3,6,8,11,14,17 , são eles que determinam ser o ano embolísmico e, quando o resto for zero, refere-se ao último ano do ciclo, ou seja, o dezenove. A partir de 1250 da era vulgar, o ano judaico começou no primeiro dia de Tishri, variando por um ou dois dias, como vimos, em virtude dos ajustamentos às festa religiosas móveis. O ano religioso inicia no mês de Nisã. A derivação para o primeiro dia de Tishri, vinculava-se ao 10 do mesmo mês, ou seja, no dia "da expiação", para que não caísse, em hipótese alguma, em uma sexta-feira, e, muito menos em um sábado.
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ERA DE NABONASSAR |
| Esta era dos Egípcios, tem o seu começo no dia em que subiu
ao trono em Babilônia, Nabonassar, fundador do reino. Este dia, determinado por cálculos astronômicos do geógrafo-astrônomo Cláudio Ptolemeu, fundado num eclipse da Lua observado no primeiro ano do reinado de Mardocempad, corresponde ao meio-dia , 26 de fevereiro do ano 747 a.c., e ao primeiro do mês egípcio Thoth do ano 575 do período sotíaco. Nada mais tem de notável a era de Nabonassar que, como a das Olimpíadas, também não foi uma era civil, sendo para a Astronomia, o que foi esta para a história. Os anos contavam-se de 365 dias como no Egito.
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ERA DAS OLIMPÍADAS, ou DOS GREGOS |
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| No reinado de Ptolomeu Filadelfo, o historiador Timeu (Timaeus,
Timaios) (c. 356-260 a..), de Tauromênio, na Sicilia (*), achou um meio
simples de determinar o tempo, estreitamente ligado às maiores solenidades
da Grécia - os Jogos Olímpicos. Estes jogos, que se celebravam de 4 em 4 anos, perto da cidade de Olímpia, na Élida, em honra de Júpiter Olímpico não eram os únicos na Grécia; havia os Jogos Pythios, os quais se celebravam também de 4 em 4 anos em honra de Apolo, que matou a serpente Python com as suas flechas divinas; os Jogos Ístmicos, assim chamados do istmo de Corinto, onde tinham lugar de 5 em 5 anos, instituídos por Taxio, em honra de Netuno; e ainda os Jogos Nemeos, instituidos por Hércules, para perpetuar a vitória por ele alcançada sobre o leão da floresta Nemea, e consagrados a Júpiter. Os jogos olímpicos era, porém os mais célebres. Uma lenda helênica atribui ao gigantesco Hércules da mitologia a origem destes jogos. Principiando por simples divertimentos públicos a que concorriam todas as classes, foram-se tornando festas patrióticas de homenagens aos heróis e eram como concursos de força, robustez e agilidade em que só podiam tomar parte homens válidos e fortes. Tendo estes jogos caído em desuso, foram restabelecidos por Ifito no ano 884 a.C, mas a sua celebração regular data somente de 776, época em que se introduziu o uso de erigir estatuas aos vencedores. Foi Corebus o primeiro que recebeu esta honra. A convocação para os jogos olímpicos fazia-se por decreto e eram inaugurados com sacrifícios públicos no templo de Júpiter Olímpico. Foi na ocasião em que a Corebus se erigiu uma estatua que o historiador Timeo, vendo nas olimpíadas um modo de computação, não somente seguro e fácil, mas também que ainda a vantagem de ser perfeitamente inteligível para todos os gregos, o adotou nos seus escritos, sendo o seu exemplo seguido por todos os historiadores que lhe sucederam. E assim se estabeleceu a Era das Olimpíadas, a mais célebre de todas as que se usaram na antiguidade, sendo adotada não só pelos Gregos mas também pelos Romanos e por todos os povos que se achavam em relação com a Grécia. Note-se, porém, que esta era não esteve nunca em uso na vida civil, mas somente na história. Os historiadores, antes de contarem por Olimpíadas, marcavam os anos, quer pelos nomes dos nove arcontes de Atenas, quer pelo do primeiro dos cinco éforos (cinco magistrados eletivos, estabelecidos para contrabalançar a autoridade dos reis) de Esparta. A vitória de Corebus é fixada no ano 776 a.C, compreendendo a primeira Olimpíada os anos 776, 775, 774 e 773, antes da era vulgar. Quando se designa por Olimpíadas o tempo em que um acontecimento teve lugar, diz-se no primeiro, no segundo, no terceiro ano de tal Olimpíada, especificada por um número ordinal. Mas importa notar que a concordância dos anos olímpicos com os da era vulgar não pode ser completa, porquanto os anos olímpicos não áticos, isto é: principiam no plenilúnio posterior ao solstício do Verão, fixado no primeiro de julho precisamente, enquanto os anos vulgares começam em janeiro. Daqui resulta que o ano olímpico corresponde à segunda metade do ano juliano e à primeira metade do ano seguinte. Os jogos olímpicos foram abolidos por Teodósio o Grande no ano 394, mas os gregos só deixaram de contar por Olimpíadas no ano 440 da era vulgar, o que forma 304 Olimpíadas em 1216 anos. Sabendo-se que o primeiro ano da era vulgar corresponde ao primeiro ano duma Olimpíada, (a 195a.), a redução dos anos das Olimpíadas a anos anteriores à era vulgar, faz-se da seguinte forma:
Exemplo:- A que era antes de Cristo corresponde o terceiro ano da 82a. Olimpíada?
Exemplo:- A que ano da era cristã corresponde o terceiro ano da 202a. Olimpiáda?
Exemplo: A que Olimpíada corresponde o ano 280 antes de Cristo?
Exemplo:- O ano 500 da era vulgar, a que Olimpíada corresponde?
Os jogos olímpicos foram reconstituídos em Atenas com feição moderna, no ano de 1896, e desde então tem-se efetuado em prazos regulares de 4 anos nos diversos países, como festas mundiais da mocidade desportiva que ligam os povos entre si. Foi o barão Pièrre de Coubertin, que em 25 de novembro de 1892 expor, pela primeira vez, a idéia de fazer renovar nos diferentes países as competições desportivas que outrora ligavam os estados da península helênica. Em 16 de junho de 1934, a União das Sociedades Francesas de Desportos Atléticos convocou um congresso internacional para o restabelecimento dos jogos Olímpicos, o qual reuniu em Paris, na Sorbone. As nações que corresponderam a esse apelo, aceitaram o compromisso de celebrar de 4 em 4 anos, como antigamente, e de cada vez no território de uma delas, jogos olímpicos compreendendo todas as formas de exercícios em usa na época da sua celebração. Nesta conformidade, efetuaram-se em Berlim, em 1936, os jogos da XI Olimpíada a contar da que, em 1896, se realizou em Atenas. O Comitê Internacional Olímpico tomou por divisa as palavras latinas - citius (mais depressa), altius (mais alto) e fortius (mais forte) e por bandeira uma flâmula branca com cinco argolas entrelaçadas, cada uma de sua cor, que representam a ligação das cinco partes do mundo: a Europa, azul; a Ásia, amarela; a África, preta; a América, verde e a Oceania, vermelha.
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ERA DA PAZ DA IGREJA |
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Conta-se desde o ano 312 da era vulgar, em que Constantino Magno, imperador
romano, professou a religião cristã e ordenou que fosse dali em diante a
religião do império. Narra-se a este respeito que, quando Constantino estava sitiando a Maxêncio, em Roma, lhe aparecera no ar, logo depois do meio dia, uma cruz luminosa, com esta inscrição: In hoc signo vinces - que quer dizer - Com este sinal vencerás O que naquela noite lhe foi confirmado por Deus, que lhe ordenou se servisse do mesmo sinal para estandarte das suas tropas. O pano em que aquele imperador mandou por a imagem triunfante da cruz, é o famoso Labarum, de que, depois, sempre se serviu na guerra. Os seus sucessores imitaram-no, e este uso generalizou-se depois entre todos os príncipes cristãos. Dando batalha a Maxêncio ficou vitorioso e assim livrou Roma de um tirano e a Igreja de um perseguidor. A cruz que até então havia sido um objeto de ignomínia e suplício dos escravos, tornou-se um sinal de salvação e glória. Este imperador, Constantino Magno, foi o que convocou o primeiro concílio ecumênico, ao qual ele assistiu, no ano 325 da era cristã, em Nicea, cidade da Bythinia, na Ásia Menor. |
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PERÍODO JULIANO |
O Período Juliano, nada tem de similaridade com o calendário Juliano introduzido em Roma por Julio César.
O período Juliano, abrangendo 7.980 anos, foi concebido por Joseph Justus Scaliger, um dos maiores filólogos do seu tempo.
Através do famoso tratado de cronologia DE EMENDATIONE TEMPORUM, Scaliger evidenciou ao mundo cientifico do seu tempo, o que posteriormente ficou denominado de Período Juliano, em homenagem ao seu pai, Julio César Escaligero, também brilhante filólogo e médico italiano.
Recorrer a períodos passados, comparando-os com outras datas, estipular as "eras"dos feitos épicos, científicos, bélicos e religiosos, foi e continuará sendo necessário aos homens.
Antes do método de Scaliger, dificuldades existiam nesse sentido, exigindo que os pesquisadores, fizessem verdadeiros malabarismos numéricos, para mensurarem a decorrência do tempo.
O Período Juliano propiciou bons resultados.
Na sua essência, esse método é bem simples, diríamos engenhoso e, estruturou-se em três ciclos:
| O ciclo Solar (28 anos) |
| O ciclo Lunar (19 anos) |
| A indicção Romana (15 anos) |
Sendo primos entre si, os números 28, 19 e 15 foram multiplicados, achando-se o mútiplo comum de 7.980 anos.
O Ciclo Solar de 28 anos e, o Ciclo Lunar de 19 anos, podem ser considerados astronômicos, sendo respectivamente calculados, para o primeiro, início no ano de 9 a.C. e, para o segundo, início do ano de 1 a.C..
Por sua vez, a Indicção Romana, sem qualquer conotação astronômica, com um período de 15 anos, foi decretada em 1 de janeiro de 313 da nova era, Usando-se um subterfúgio, recuou-se 21 ciclos (21 X 15 = 315 anos), calculando o seu início em 3 a.C.
Com a conciliação dos três ciclos:
| Ciclo Solar (28 anos) | Início em 9 a.C. |
| Ciclo Lunar (19 anos) | Início em 1 a.C |
| Indicção Romana (15 anos) | Início em 3 a.C |
Scaliger calculou qual seria o ano da nossa era que coincidiria os três períodos; o ano achado foi o 3.267, ou seja, o ano 3268 daria início novamente aos três ciclos:
| Ciclo Solar | 3.267 + 9/28 = | 117 ciclos |
| Ciclo Lunar | 3.267 + 1/19 = | 172 ciclos |
| Indicção Romana | 3.267 + 3/15 = | 218 ciclos |
Conhecendo-se um dos limites, ou, o ano 3.267, Scaliger, retroagindo 7.980 anos (28 X 15 X 19 ) chegou facilmente ao ano 4.713 a.C. (3.267- 7.980);
Resumindo, o ano 1 do período juliano é o 4.713 a.C, coincidindo com os ciclos solar, lunar e indicção, os quais também, são iguais a 1 (um).
Sob o ponto de vista astronômico, todavia, o ano Zero é 4.713 e isso é fácil de explicar: para os historiadores, não houve zero ano de Cristo.
Já para os matemáticos, a utilização dos números relativos é fundamental:
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(.. .-3, - 2, - 1, 0 , + 1, +2 , +3...) |
Os 7.980 anos do período juliano foi iniciado às 12 horas de um Primeiro de janeiro (fictício) de 4.713 (-4.712 astronômicos) antes de Cristo; esse período é numerado seqüencialmente até 31/12/3.267, um sábado.
Para esse período de 7.980 anos, temos 2.914.695 dias médios (7980 X 365,25);
Quando comparamos o período juliano com o ano gregoriano, teremos que levar em conta a supressão de 10 dias do mês de outubro de 1582 e a discrepância de 1 dia a cada século, gerando a escala supressiva a seguir:
| Do ano gregoriano de: | 1583 - 1700 | suprimem-se 10 dias |
| Do ano gregoriano de: | 1701 - 1800 | suprimem-se 11 dias |
| Do ano gregoriano de: | 1801 - 1900 | suprimem-se 12 dias |
| Do ano gregoriano de: | 1901 - 2100 | suprimem-se 13 dias |
| Do ano gregoriano de: | 2101 - 2200 | suprimem-se 14 dias |
Com esses parâmetros estipulados, vejamos na prática, como funciona o sistema:
Para sabermos qual o período juliano que corresponde um determinado ano gregoriano, adiciona-se a cifra de 4.713 ao mesmo:
exemplos:
| Para 1992 temos 6.705 ( 1992 + 4.713) |
| Para 1993 temos 6.706 |
| Para 1995 temos 6.708 |
| e assim por diante... |
Para o dia juliano, por exemplo, de 31 de dezembro de 1992, dia que se inicia ao meio-dia, temos a seqüência de 2.449.001 (6.705 X 365,25).
Para equacioná-lo ao calendário gregoriano, todavia, temos que subtrair 13 dias (tabela de supressão de dias) e que esse resultado, 2.448.988, corresponderia ao dia primeiro de janeiro de 1993, ao meio-dia.
O PERÍODO JULIANO MODIFICADO (MJD-MODIFIED JULIAN DATE)
A União Astronômica Internacional (UAI), em 1973, reconheceu o método em epígrafe, cujas modificações ao sistema original foram:
| Conta-se o MJD a partir de 0 horas de 17 de
novembro de 1858
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Subtrae-se do período juliano original, a cifra de 2.400.000,5; decompondo-se analiticamente a cifra acima, temos:
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Vejamos agora como é que o MJD funciona:
Supondo-se que desejássemos saber qual o MJD do dia 13 de outubro de 1990:
| Periodo juliano | 2.448.177,5 |
| (-) 2.400.000,50 | |
| Resultado: | 48.177 |
ou, o MJD para o dia 13/10/1990 é o 48.177 às 12 horas do Tempo Universal (TU) ou o MJD de 48.176,5 do dia 13/10/1990, a 0 hora.
Apelando-se para o sentido prático, os "experts" usam para todas as efemérides que forneçam o período juliano às 12 horas do Tempo Universal, subtrair a cifra inteira de 2.400.001, obtendo-se dessa forma o MJD para a 0 hora do procurado; no exemplo acima, teríamos diretamente:
| Periodo juliano | 2.448.177,5 |
| (-) 2.400.001 | |
| Resultado: | 48.176,5 |
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ERA ROMANA, ou DA FUNDAÇÃO DE ROMA |
| Não há certeza absoluta da data da fundação de Roma. Os
Romanos, até Júlio César, serviam-se dos fastos consulares -
fastos capitolinos - que eram a base da cronologia para a contagem dos
anos. No tempo de Júlio César, começaram a contá-los a partir da fundação da
cidade (ab urbe condita: A.U.C) que, segundo M. Terencio Varrão, a opinião
mais seguida, teria tido lugar 753 anos antes da chamada era vulgar (750
antes do nascimento de Cristo). Segundo o Lello Universal, Varrão foi um dos maiores sábios do seu tempo, pela vastidão dos seus conhecimentos enciclopédicos. Esta sistemática é adotada pela maior parte dos cronologistas, indicando-se também, nas datas, o nome do cônsul que então governava. Os anos começam em 21 de abril. Considerando-se tal método, para se saber a que ano da era vulgar corresponde, um ano de Roma, subtrai-se deste 753. Exemplo:- O ano 900 de Roma, a que ano corresponde da era vulgar? 900 - 753 = 147 da era vulgar. Se o ano dado for inferior a 753, tira-se dele uma unidade, e assim diminuído se subtrai de 753. Exemplo:- A que ano da era vulgar corresponde o ano 310, de Roma? 753 - 309 = 444 a.C Querendo passar de um número de anos anteriores ou posteriores à era vulgar, para anos da era Romana, se o número dado é anterior, tira-se de 754, se é posterior, agrega-se 753. Exemplos:- Que ano é de Roma o qüinquagésimo a.C? 754 - 50 = 704 Como é que o "Pridie Kalendas", no titulo em epigrafe, calculou o AUC para o ano de 2004? 2004 + 753 = 2757 ou, em algarismos romanos = MMDCCLVII Esta era foi usada pelos Romanos até ao imperador Décio, em meados do século III da era vulgar; mas é necessário observar que a era de Roma não foi nunca empregada nas leis, nem nos atos públicos, nem nas inscrições monumentais, só tendo feito uso dela os historiadores. A era civil romana foi a Era dos Cônsules: o nome da cada um destes primeiros magistrados da República que entravam em exercício em Roma no Primeiro de Janeiro servia de data em todos os atos, tanto exteriores como interiores do governo. A era dos cônsules não é uma era propriamente dita, porque o primeiro desta série de nomes não se ligava a uma época fixa, não indicava nenhum ponto a partir do qual se começasse a contar os anos. Faz-se remontar este uso ao estabelecimento da República romana, no ano 245 de Roma, 509 antes de Cristo, e quarto da 67a. Olimpíada. No ano 541 da era cristã Flávio Basílio revestiu o consulado pela última vez, e os anos que se seguiram numeraram-se com a fórmula P.C (post consulatum) Bazilli, ano I, II, etc.; até XXIV, isto é, até 565. No primeiro de janeiro de 566 o imperador Justino II, assumiu a dignidade consular. Com o decorrer do tempo, acabou-se por confundir o cômputo do ano do império com o do post consulatum. |
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ERA DOS SELÊUCIDAS |
| Seleuco Nicator, um dos sucessores de Alexandre Magno, fez
as primeira conquistas que deram princípio aos chamado império dos
Selêucidas ou reino da Síria. Foi este acontecimento que deu orígem à era dos Selêucidas, chamada também era dos Gregos e dos Siro-Macedônios, e a que os Judeus chamam Era dos Contratos por se lhes ter imposto a obrigação de se servirem dela em todas as transações da sua vida social. Esta era, empregada no livro dos Macabeus e por alguns padres da Igreja Grega, é de grande importância para a história da Ásia, depois da morte de Alexandre e durante toda a Idade Média.
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