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ALMANAQUE PRIDIE KALENDAS APRESENTA |
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EX LIBRIS |
| Ex libris-
Locução latina que denota dentre que livros determinado livro foi
tirado, uma vez acrescido de "de Fulano de Tal" ou
simplesmente do nome do possuidor, geralmente acompanhado de desenho que
ainda mais identifica o possuidor; equivale a dizer "Da biblioteca
de".
O hifen só se justifica quando a expressão é usada substantivamente - e este é o seu maior emprego : O meu ex-libris foi feito por um verdadeiro artista. Fonte:- Dicionário de Questões Vernáculas- Napoleão Mendes de Almeida- Editora "Caminho Suave" Limitada. Outras opiniões A dúvida sobre a colocação ou não do hífen fica sanada por Carlos Pastorino, citado por Manuel Esteves, quando, no "Boletim da Sociedade de Amadores Brasileiros de Ex Libris" afirma que entre os dois vocábulos não há hífen por serem duas palavras latinas distintas: "ex" (= de, dos) e "libris" (=livros). Se houvesse o hífen, o sentido ficaria alterado como nas expressões ex-alunos, ex-diretor, isto é, "não mais alunos" ou "que já foi diretor", daí "ex- -libris" viria a ser "não são mais livros". E o mais importante: em latim não existe hífen. Em alguns países esta expressão se aculturou, como no Oriente. « (...) Dado que existem certas disparidades quanto á forma de escrever algumas das palavras comumente usadas na modalidade e se faz grande confusão de acepções e definições entre elas (...) Quando em Portugal se começou a usar marcas bibliotecárias, nelas não figurava a palavra «ex-líbris», só muito mais tarde é que tal sucedeu, na altura em que se pretendeu substituir as expressões, bem portuguesas, «Da Biblioteca de» e »Da Livraria de» pela locução latina «Ex libris» (sem hífen), cuja tradução literal é: «Dos livros», mas que na realidade significa «Dos livros de», tal como os Italianos assim o entendem e é extensivo à nossa língua (la cui dizione latina, tradotta letteralmente, vuol dire «dai libri di»). Porém, devido à circunstancia de muita gente não se ter debruçado atentamente sobre o assunto, começaram a ligar com o hífen os dois elementos que compõem a expressão, daí resultando o emprego simultâneo das duas formas gráficas (com e sem hífen). (...) Na realidade, só existem duas formas corretas de escrever: ou ex libris (sem hífen) em latim ou ex-líbris (com hífen e com acento agudo no primeiro «i») em português. Qualquer outra variante é autêntico erro gráfico (... ) À locução latina, ninguém pode alterar a grafia. Quanto ao termo português, diz-nos o Prof. Doutor Francisco da Luz Rebelo Gonçalves [nota: in Boletim da Academia Portuguesa de Ex-líbris, nº 3]: 'Conquanto se trate originariamente de uma expressão latina, a verdade é que essa expressão se aportuguesou, passou a ser palavrar do nosso léxico e, como tal, não pode deixar de se regular pelas normas de acentuação gráfica que regem os vocábulos portugueses ... Tem de levar acento agudo na penúltima sílaba do segundo elemento, em virtude de este elemento ser paroxítono e terminar em is. (...) [Extracto do "Manual de Ex-librística", de Fausto Moreira Rato, INCM, 1978] |
O ex libris era nos primórdios, basicamente um emblema
ou marca de bibliotecas, com características públicas ou particulares,
que evidenciava a posse efetiva dos exemplares , e, geralmente eram
colocadas no verso da encadernação; grosso modo, no início, com os
dizeres ex bibliotheca e ex dono, substituíam frases, assinaturas
ou mesmo carimbos.Inúmeros ex libris apresentam apenas uma ilustração, ou como queiram, uma espécie de selo; porém, outros tem ainda uma espécie de "divisa"- frase ou mesmo pensamentos específicos. Consta que sua existência remonta ao faraó egípcio
Amenófis IV, uma espécie de ex libris em
1400 a.C., numa caixa de papiros, hoje guardada no British
Museum, em Londres. Para ilustração, em castelhano, disponibilizamos uma excelente biografia desse personagem: "El sucesor de Amenofis III será su hijo Amenofis IV. Su reinado ha pasado a la historia envuelto en un halo de controversia debido a las transformaciones culturales y religiosas que se llevan a cabo. El reinado de Amenofis IV duró apenas veinte años, manifestándose en él una verdadera revolución religiosa al sustituir el culto de Amón por el de Atón. La religión de Amón era demasiado exclusivista de Egipto en un momento de máxima expansión territorial en Asia y de unión interracial. Con el fin de dotar al crisol de pueblos que vivían en sus fronteras de un dios único y valido para todos, Amenofis eligió el disco solar como el dios de una nueva religión, llamándole Atón. Bien es cierto que ya en época de sus antepasados Tutmosis IV y Amenofis III se había empezado a desarrollar el culto a Atón pero Amenofis IV lo institucionaliza. Esta revolución religiosa tiene también ciertas causas políticas ya que el clero de Amón había alcanzado el techo del poder político. Por esta razón, Amenofis abandonó Tebas y creó una nueva capital en la zona central de Egipto llamada Akhet-Atón - la actual Tell el-Amarna -, cambiando su propio nombre por el de Akhenatón. La nueva religión era de tendencia monoteísta y francamente simple. Atón estaba presente en todas las cosas y se le hacían ofrendas directamente, en un patio descubierto. El rey era el pontífice supremo de Atón y su "profeta" ya que sólo él conocía la doctrina, la interpretaba y la transmitía a los discípulos. El amor a la naturaleza, la alegría de vivir y el pacifismo son las características más representativas de la nueva fe. Desde este momento, Akhenatón se dedicó a perseguir la antigua religión de Amón, borrando su nombre de las cartelas, suprimiéndose el culto de los demás dioses. El final de este "cisma" parece que llegó por influencia de la reina madre Tiy, quien convenció a su hijo para alcanzar una reconciliación con el clero de Amón. Esto provocó la separación de la reina Nefertiti, una de las más firmes seguidoras del nuevo culto. Para calmar los ánimos, Akhenatón nombró corregente a su yerno Semenkhkare, falleciendo al poco tiempo. En cuanto a la política exterior del rey pacifista, nos encontramos con un grave momento del imperio asiático. Los hititas estaban configurando una gran alianza contra Egipto y ampliaban sus territorios sin encontrar apenas resistencia. Los aliados egipcios solicitaban su ayuda infructuosamente mientras los hititas tomaban buena parte de Siria y Palestina. Egipto veía como su imperio pasaba a manos hititas, quienes se convertían en soberanos de la zona norte de Asia. La respuesta vendrá de manos del general Horemheb quien realizó una campaña en Palestina con éxito, por lo que la zona meridional de Asia permanecía en poder de Egipto. La crisis vivida en tiempos de Akhenatón dejará una larga secuela en las tierras egipcias, recuperando el papel preponderante en la política internacional en tiempos de Ramsés II." Consta, também, que o imperador Frederico Barbarroxa (1188) e o rei Jorge da Boêmia (século XV) o usaram. Aliás, é este século considerado o marco inicial, pois o mais autêntico ex libris teria pertencido a João de Krabensperg. A bem da verdade, nós do "Pridie Kalendas" , mediante
inúmeras pesquisas, não conseguimos apurar com segurança a verdadeira
antiguidade do ex libris; apuramos sim, existir várias opiniões, como
por exemplo, os que dizem ser o primeiro, o de Hildebrand
Brandenburg de Biberach, uma gravura em madeira, representando um anjo a
segurar um brasão de armas e colorido à mão por volta de 1470. Outros
afirmam ser o mais antigo o do rei da Boemia, o ex libris armoriado de
Georgis de Podebrady, falecido em 1471. Deixando de lado o conceito de antiguidade, provavelmente com mais autenticidade e objetividade, disponibilizamos abaixo, talvez em dos mais importantes ex libris, confeccionado na Alemanha, por volta de 1500.
Ampliando a reportagem , extraída do "Tesouro da Juventude", O Livro dos Porquês, editado em 1954, volume 17, página 324, no Brasil o mais antigo é o de Manuel de Abreu Guimarães, de Sabará (Minas Gerais). É gravado a buril, instrumento de aço talhado em bisel para uso de gravadores. Como adendo expositivo, sem maiores comentários, apenas como ilustrações, foram disponibilizados dois ex libris, um do escritor Joaquim Nabuco e o outro do Dr. Osvaldo Cruz, digitalizada pelo "Pridie Kalendas" , como segue:
"Devido à dificuldade de impressão, nos
exemplares bibliográficos, os ex libris
passaram a ser reproduzidos em um pequeno retângulo de papel que depois
seria colado no livro, sendo obrigatória a colocação, nos mesmos, da
locução latina ex libris que significa
"dos livros", "dentre os livros de..." Fonte: Ex
libris, pequeno objeto do desejo
O primeiro colecionador brasileiro foi o Barão do Rio Branco, cujo ex libris , desenhado por ele e gravado pelo artista francês Agry,está ao lado. Uma site que os nossos Amigos, visitantes do "Pridie Kalendas", devem acessar,contém sugestivamente os seguintes dizeres: Colecionar
é uma arte. É a arte de perpetuar as coisas, de prolongar e dar maior
sentido de vida espiritual a tudo aquilo que por vezes aos outros não tem
valor algum. . . Louvo sempre os colecionadores. Ha os que juntam objetos, outros ha que reúnem legendas, fantasias, sonhos... Zsnaldo
Teizeire. Sem dúvida, é uma fonte de consulta indispensável
Para os aficionados, um espaço praticamente obrigatório é o de AUGUSTO MOURA FILHO, local em que encontraremos preciosidades como as abaixo disponibilizadas:
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